Aneurismas cerebrais rotos menores a cada ano: Conclusão de um estudo finlandês

Olhem aí, Drs. Feres Chaddad, Hugo Doria, José Maria!!! Vocês já cantam essa bola há um tempinho…

Da terra dos aneurismas cerebrais, Finlândia, veio um estudo interessante publicado há poucos dias, que conclui o que aparentemente temos visto cada vez mais nos últimos anos: os aneurismas pequenos também sangram, e cada vez mais pegamos pequenos aneurismas cerebrais… Rompendo…

Vejam só.

Korja et al. Size of Ruptured Intracranial Aneurysms Is Decreasing. Twenty-Year Long Consecutive Series of Hospitalized Patients. Stroke 2018. 

Wall Street Journal atento aos avanços da trombectomia no tratamento do AVC…

E no Brasil, enquanto isso, milhares de vítimas que poderiam se beneficiar com o tratamento, não tem acesso, porque o SUS não paga os materiais, nem há a devida organização da rede de atendimento na grande maioria dos locais.

Conversei ontem mesmo com o residente da Neuro de um grande hospital público de SP, onde há uma média de 8 a 10 casos de AVCI agudo com oclusão de grande artéria POR MÊS!, e onde, óbvio, não há à disposição do centro de Neurorradiologia, os materiais necessários para a técnica.

E o que acontece? Os pacientes até chegam, mas não recebem o tratamento adequado.

trombectomia

Triste. Muito triste a situação do Brasil nessa área, para atender os mais necessitados…

Veja as matérias em vídeo e texto do WSJ abaixo – nos LINKS.

http://www.wsj.com/video/a-revolution-in-stroke-care-thrombectomy/76C9B372-6D13-49A8-ACC3-186EC32F9722.html

video-wsj

https://www.wsj.com/articles/a-treatment-is-revolutionizing-stroke-carebut-not-everyone-receives-it-1517933226

texto-wsj

CONINI 2018 – Congresso Internacional de Neurointensivismo da ABNI

Em preparação e contagem regressiva para o segundo congresso de Neurointensivismo da ABNI, associação Brasileira de Neurointensivismo, que este ano terá uma reunião regional da Neurocritical Care Society junto com o congresso.

Brandon

Inscrições e Programação AQUI ou direto no site do evento – www.conini.com.br.

E atenção para virada de tabela das incrições. Se você decidir ir ao evento, não deixe de se inscrever até o final de fevereiro.

CONINI-Banner

Nova resolução do CFM sobre Morte Encefálica

Atualizado em Fevereiro de 2018.

Tags: Morte encefálica, protocolo novo, protocolo 2017, nova resolução de morte encefálica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em dezembro de 2017 uma atualização dos critérios para a definição de morte encefálica. A Resolução nova, de nº 2.173/17, substitui a de nº 1.480/97.

Resultado de imagem para CFM

A nova Resolução do CFM nº 2.173/17 estabelece que os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente.

O quadro clínico do paciente também deve apresentar todos os seguintes pré-requisitos:

  • presença de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível;
  • ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico;
  • tratamento e observação no hospital pelo período mínimo de seis horas;
  • temperatura corporal superior a 35º graus;
  • saturação arterial de acordo com critérios estabelecidos pela Resolução.

Procedimentos para o diagnóstico de Morte Encefálica

Além do exame clínico, que deve ser realizado por dois médicos diferentes, o novo protocolo reduz o intervalo entre os testes clínicos para o mínimo de uma hora entre a primeira e a segunda bateria de testes. Além disso, é necessário apenas um teste de apneia e um exame complementar. Anteriormente, o exame clínico era vedado a um neurologista e outro médico não-especialista. Com a nova resolução, podem fazer os exames médicos neurologistas, neurocirurgiões, intensivistas e emergencistas que tenham experiência com os testes clínicos.

Entre os exames complementares recomendados, estão a a angiografia cerebral, o eletroencefalograma, o doppler transcraniano e a cintilografia cerebral. O laudo deve ser assinado por profissional com comprovada experiência e capacitação para a realização desse tipo de exame.

Veja, abaixo, as principais diferenças entre as duas normativas, antiga e de 2017.

Resolução 1.480/97 Resolução 2.173/17
Parâmetros clínicos para o início do diagnóstico

Coma aperceptivo com ausência de atividade motora supraespinal  e apneia.

Parâmetros clínicos para o início do diagnóstico

Coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal, apneia persistente, lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de causar a morte encefálica, ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico de morte encefálica. Temperatura corporal superior a 35º, saturação arterial de oxigênio acima de 94% e pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg para adultos.

Tempo de observação para que seja iniciado o diagnóstico

Não tinha

Tempo de observação para que seja iniciado o diagnóstico

Mínimo de 6 horas

Quando a causa fora encefalopatia hipóxico-isquêmica, a observação deve ser de 24 horas.

Intervalo mínimo entre as duas avaliações clínicas

De 7 dias a 2 meses incompletos – 48 horas

De 2 meses a 1 ano incompleto – 24 horas

De 1 ano a 2 anos incompletos – 12 horas

Acima de 2 anos – 6 horas

Intervalo mínimo entre as duas avaliações clínicas

De 7 dias a 2 meses incompletos – 24 horas

De 2 meses a 24 meses incompletos – 12 horas

Acima de 2 anos – 1 hora

Confirmação da morte encefálica

a) Exames clínicos, realizados por médicos diferentes, e exames complementares, realizados em intervalos de tempos variáveis;

b) Os exames complementares devem demonstrar: ausência de atividade elétrica cerebral, ou ausência de atividade metabólica cerebral ou ausência de perfusão sanguínea cerebral.

Confirmação da morte encefálica

a) Dois exames clínicos, por médicos diferentes, especificamente capacitados para confirmar o coma não perceptivo e a ausência de função do tronco encefálico;

b) um teste de apneia;

c) um exame complementar que comprove a ausência de atividade encefálica. Este exame deve comprovar: ausência de perfusão sanguínea encefálica, ou ausência de atividade metabólica encefálica ou ausência de atividade elétrica encefálica.

Formação dos médicos examinadores

a) Decreto 2.268/97 (revogado pelo decreto 9.175/17) estabelecia que um dos dois médicos confirmadores da morte encefálica deveria ser neurologista;

b) mesmo decreto estabelecia que nenhum desses médicos poderiam fazer parte da equipe de transplante.

Formação dos médicos examinadores

a) Será considerado capacitado o médico com um ano de experiência no atendimento de pacientes em coma e que tenha acompanhado ou realizado pelo menos dez determinações de morte encefálica, ou que tenha realizado curso de capacitação para determinação de morte encefálica;

b) Um dos médicos capacitado para o diagnóstico de morte encefálica deverá ser especialista em uma das seguintes especialidades: medicina intensiva, medicina intensiva pediátrica, neurologia, neurologia pediátrica, neurocirurgia ou medicina de emergência.

c) Nenhum desses médicos poderá fazer parte da equipe de transplante.

LINKS

Resolução publicada no DOU em 22 dezembro de 2017.

Fellowship em Neurologia Vascular – UNIFESP

Atenção neuros interessados em AVC, Neurointensivismo e Doppler transcraniano.

Estão abertas as incrições para o programa de Neurologia Vascular da Disciplina de Neurologia da UNIFESP, em São Paulo.

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Inscrições AQUI – Site oficial da UNIFESP – Pós graduação.

Serão três vagas, para um programa de duração de um ano que inclui reuniões clínicas conjuntas do grupo de Neurocirurgia, Neurointervenção e Neuroclínica Vascular, atividades práticas em atendimento ambulatorial e da fase aguda aos pacientes com doenças cerebrovasculares, manejo de pacientes neurocríticos em unidade de terapia intensiva neurológica (NeuroUTI com 9 leitos), e também no aprendizado e capacitação no exame complementar de Doppler Transcraniano.

Veja todos os detalhes no site acima, da Pós-Graduação da UNIFESP.

Guidelines da ACC e AHA sobre o manejo de Hipertensão Arterial 2017: Resumo

De forma bem resumida, tema que tem que ser obrigatoriamente conhecido por todos nós, clínicos!!!!!!!!

Texto retirado da publicação da JAMA deste mês – AQUI.

Guideline title – 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults

Developer – American College of Cardiology (ACC) and American Heart Association (AHA)

Release date – November 13, 2017

Previous version 2003 (Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure [JNC 7])

Target population Patients with or at risk of developing cardiovascular disease (CVD)

Major recommendations

  1. Diagnosis

    • Blood pressure (BP) should be categorized as normal (<120/80 mm Hg), elevated (120-129/<80 mm Hg), stage 1 hypertension (130-139/80-89 mm Hg), or stage 2 hypertension (≥140/90 mm Hg) (strong recommendation; moderate-quality evidence).

    • Out-of-office BP measurements are recommended to confirm the diagnosis of hypertension and for titration of BP-lowering medication in conjunction with telehealth counseling or clinical interventions (strong recommendation; high-quality evidence).

  2. Initiating therapy

    • Many nonpharmacologic interventions that are effective in lowering BP are recommended for people with elevated BP or hypertension (strong recommendation; high-quality evidence).

    • Blood pressure–lowering medication is recommended for patients with clinical CVD or an estimated 10-year atherosclerotic CVD (ASCVD) risk of 10% or higher who have a systolic BP (SBP) of 130 mm Hg or higher or a diastolic BP (DBP) of 80 mm Hg or higher (strong recommendation; high-quality evidence [for SBP] and expert opinion [for DBP]).

    • For patients with no history of CVD and an ASCVD risk of less than 10%, BP-lowering medication is recommended for patients who have an SBP of 140 mm Hg or higher or a DBP of 90 mm Hg or higher (strong recommendation; low-quality evidence).

  3. Management

    • In patients with CVD or ASCVD event risk of 10% or higher, a BP target of less than 130/80 mm Hg is recommended (strong recommendation; moderate-quality evidence [for SBP] and expert opinion [for DBP]). A BP target of less than 130/80 mm Hg may also be reasonable in low-risk patients (weak recommendation; moderate-quality evidence [for SBP] and expert opinion [for DBP]).

    • In patients warranting pharmacotherapy, thiazide diuretics, calcium channel blockers (CCBs), and angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitors or angiotensin II receptor blockers (ARBs) are recommended as first-line agents (strong recommendation; high-quality evidence).

    • Patients with stage 2 hypertension and an average BP of more than 20/10 mm Hg above their BP target should begin therapy with 2 first-line agents of different classes (strong recommendation; expert opinion).