Padrão de onda da PIC por método não-invasivo em NeuroUTI: É possível, e confiável!

Usando o monitor de PIC não-invasivo de tecnologia desenvolvida inteiramente brasileira, o Brain4Care, nosso colega neurologista, Dr. Fabiano Moulin, liderado pela Profa. Gisele Sampaio, ambos da UNIFESP/EPM, avaliou e comparou a hipertensão intracraniana (HIC) usando diferentes métodos (Brain4Care, US da bainha de nervo óptico e Doppler Transcraniano) – com a PIC invasiva em pacientes com HIC portadores de HSA, AVC isquêmico e Hemorrágico. Trabalho duro, de 4 anos, concluído como sua tese de Doutorado, e agora publicados os resultados dos dados do Brain4Care, no Journal NeurocriticalCare.

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Curva da PICni (PIC não-invasiva) demonstrada em monitor com a tecnologia brasileira Brain4Care. A razão P2/P1 (morfologia de onda alterada visualizada na PICni) teve correlação forte com a PIC invasiva, no estudo da UNIFESP liderado pelo Dr. Fabiano Moulin. 

 

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Moraes et al. Waveform Morphology as a Surrogate for ICP Monitoring: A Comparison Between an Invasive and a Noninvasive Method. Neurocritical Care 2022.

 

Minishunt para Hidrocefalia por via endovascular: Nova tecnologia pode mudar abordagem da doença

Vejam que incrível! Shunt para hidrocefalia colocado por via endovascular, pelo seio venoso, para tratar a doença. Agora, a questão é avaliar segurança, eficácia, pontos positivos, pontos negativos,onde pode, e onde não pode usar o device…

Onde iremos parar com as tecnologias de cateteres e neurointervencionistas?

Foto do dispositivo e desenho esquemático do procedimento, retirada do artigo original (clique na foto para ver em detalhes)***.

 

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Lylyk et al. First-in-human endovascular treatment of hydrocephalus with a miniature biomimetic transdural shunt. J Neurointerv Surg 2021. 

 

*** Divulgação e publicação da foto em acordo com a Creative Commons Attribution; conteúdo pode ser divulgado livremente, desde que de forma não-comercial.

Fellowship em Neurologia Vascular 2021 na UNIFESP

Inscrições abertas AQUI, ou link abaixo:

//sistemas.unifesp.br/acad/inscricao-lato-sensu/index.php?page=INS&tipo=E&codc=2137&anoc=2021

Programa de Fellowship bastante completo, incluindo formação teórica e prática em Neurovascular, Doppler Transcraniano e Neurointensivismo.

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The World Brain Death Project: Proposta de definições e critérios para Morte Encefálica

Publicado como formato de Special Communication na JAMA este mês, o The World Brain Death Project é um trabalho de mais de 5 anos de um grupo de intensivistas e neurointensivistas de vários países, capitaneado pelo Dr. Gene Sung, ex-presidente da Neurocritical Care Society, tentando mapear as definições e práticas que envolvem a determinação de Morte Encefálica no mundo. O imenso trabalho do grupo gerou o documento, que propõe critérios mínimos para o seu diagnóstico, sem a necessidade de testes complementares, como ocorre na maioria dos países com protocolos formais e instituídos.

Embora tenha sido publicado como artigo especial, e não especificamente como uma diretriz ou guideline, é um trabalho detalhado e primoroso de pesquisa das diferentes práticas em Morte Encefálica em inúmeros países de todo o mundo, e compilando estas informações sobre as diferentes definições para uma tentativa de se chegar a um consenso mínimo.

O artigo é longo, tem várias tabelas muito interessantes, sobre os testes ancilares; há nada menos do que 17! Sim, 17 materiais (artigos) suplementares… E, por óbvio, um editorial também foi publicado.

Muito interessante a leitura! Vejam o artigo, e os gaps presentes. Senti falta de endosso de sociedades médicas importantes… Tirando isso, muito bom.

 

LINKS

Greer et al. Determination of Brain Death/Death by Neurologic Criteria. The World Brain Death Project. JAMA 2020. 

Truog et al. Brain Death—Moving Beyond Consistency in the Diagnostic Criteria. JAMA 2020. Editorial.

Conversation with Dr. Bauchner (editor of JAMA) and authors of the document. AQUI. Conversa entre editor-in-chief da JAMA e os autores do Special Report, Drs. Gene Sung e Ariane Lewis.

CRASH-3 Trial: Ácido tranexâmico em TCE hiperagudo

Publicado ontem na revista Lancet. Financiado pelo NIH e outras entidades governamentais. Nada de indústria na jogada…

Mais de 12 mil pacientes randomizados para receber placebo ou ácido tranexâmico, dose ataque de 1g e depois 1g a cada 8h. No começo do estudo, permitiam entrada até 8h, mas depois o comitê do estudo restringiu a randomização até 3h do acidente (trauma).

Bem interessante… Foi positivo para desfecho de morte em casos de TCE leve e moderado, e não observado em TCE grave. Houve uma redução significativa do risco de mortalidade relacionada ao TCE quando o ácido tranexâmico foi dado até 3 horas do trauma craniano leve e moderado (RR 0.78 [95% CI 0.64–0.95]), e não houve diferenças entre placebo e o ácido tranexâmico no TCE grave (0.99 [0.91–1.07]).

LINKS

The CRASH-3 Collaborators. Effects of tranexamic acid on death, disability, vascular occlusive events and other morbidities in patients with acute traumatic brain injury (CRASH-3): a randomised, placebo-controlled trial. Lancet 2019. 

PDF online FREE no site da The Lancet. – AQUI. 

Andrew Cap. CRASH-3: a win for patients with traumatic brain injury. Lancet 2019.