Dissecção da artéria vertebral

Por Maramelia Miranda ** (Atualizado em Dezembro de 2017)

Tags: Dissecção vertebral; dissecção arterial cervical; dissecções das artérias cervicais.

Leia também: Dissecção da artéria carótida

O que é?

A dissecção arterial vertebral é uma causa importante de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, sobretudo em mais jovens (menores de 45 anos), que deve ser logo reconhecida para receber o correto tratamento.

Quais as causas?

A dissecção da artéria vertebral pode ocorrer de forma espontânea, sem nenhuma causa aparente; pode também ter relação com alguma doença do colágeno previamente conhecida pelo paciente, como doenças reumatológicas diversas, lupus, fibrodisplasia, Síndrome de Marfan ou alguma vasculite.

Pode estar relacionada a um traumatismo local do pescoço, quer sejam traumas mais intensos e graves (acidentes automobilísticos, traumas diretos na região do pescoço), ou pequenos traumas (durante uma atividade física – traumas na região da cabeça ou pescoço, acidentes domésticos, e até mesmo terapêuticas alternativas, como massagens, shiatsu ou similares, yoga, etc).

Tipicamente, a dissecção arterial vertebral acomete adultos jovens, e ocorre quando a artéria vertebral apresenta uma lesão / laceração na sua camada íntima (camada mais interna da artéria, que fica em contato com o fluxo sanguíneo).

Este rasgo ou laceração interna da artéria provoca o acúmulo de sangue entre a camada que sofreu a laceração e sua camada muscular externa, levando à formação de um coágulo no local. O coágulo formado será o responsável pela obstrução da circulação, impedindo de forma parcial ou total – a passagem do sangue para as estruturas cerebrais irrigadas pelas artérias vertebrais.

Anatomia das artérias vertebrais, e a junção formando a artéria basilar, no tronco cerebral.

 

Quando suspeitar? Quais os sintomas?

Normalmente, são duas as artérias vertebrais: vertebrais direita e esquerda, correndo na região posterior do pescoço, da região do tórax para a cabeça. As vertebrais são artérias importantes que se unem na altura da nuca, para formar a artéria basilar, importante vaso que irriga o cerebelo e outras estruturas importantes do cérebro, como o tronco cerebral, mesencéfalo e os lobos occipitais, estruturas intracranianas responsáveis, entre outras coisas, pelo equilíbrio do corpo, articulação das palavras, deglutição, marcha, coordenação dos braços e pernas, movimentos oculares, audição, sensibilidade do corpo, acuidade visual e campos visuais.

Portanto, os sintomas mais comuns de uma dissecção arterial vertebral que leva a um AVC da circulação posterior, também chamado de AVC vertebrobasilar,  incluem sintomas muito semelhantes a uma crise de labirintite, dentre os descritos a seguir:

  • dor, geralmente no pescoço, simulando um torcicolo
  • tonturas, desequilíbrio, náuseas e vômitos
  • incoordenação e dificuldade para andar
  • incoordenação de um dos braços ou pernas
  • embaçamento visual ou perda de um dos campos da visão
  • estrabismos divergentes ou convergentes, e visão dupla
  • alteração da articulação das palavras, alterações para deglutição, fala anasalada

Um sintoma importante e bastante comum que ocorre nas dissecções arteriais, tanto da artéria vertebral como da artéria carótida, é a dor. Sendo as artérias estruturas do nosso corpo com inervação de dor, obviamente, quando ocorre a laceração da sua camada interna e a dissecção propriamente dita, este fenômeno leva à dor; no caso da artéria vertebral, a dor costuma localizar-se na região cervical posterior, geralmente no lado onde a artéria está dissecando.

É menos comum, mas alguns pacientes podem apresentar a dissecção da artéria vertebral apenas com o sintoma de dor cervical posterior, sem haver o AVCi, ou apenas sentir uma ameaça de sintomas de AVC, com os déficits listados acima por alguns minutos, tendo reversão espontânea após – fenômeno chamado Ataque Isquêmico Transitório – ou pela sigla – AIT.

Exames necessários.

Para o correto diagnóstico, além da importância da suspeita clínica feita pelo neurologista (sintomas de tonturas, vertigens, alteração da visão, simulando labirintite, associados a sinais neurológicos focais e dor na nuca), os casos de pacientes com suspeita de dissecção da artéria vertebral devem fazer:

  • Ressonância magnética da cabeça com avaliação por angioressonância magnética das artérias cervicais e da cabeça – Para detectar rapidamente o local da dissecção vertebral, visualizar o trombo / coágulo dentro da artéria acometida, e detectar se houve ou não a evolução para um AVC isquêmico.
  • Tomografia da cabeça, exame que costuma ser inicialmente pedido no pronto-socorro, é normal na grande maioria dos casos de dissecção da artéria vertebral. Durante a tomografia, onde há disponível, pode ser acrescentado o exame de angiotomografia.
  • Arteriografia cerebral – Quando não se dispõe da angiorressonância magnética das artérias, ou quando há dúvida nas imagens de angiotomo ou angiorressonância, uma opção é realizar uma arteriografia, para detectar o local da dissecção pela angiografia digital. A desvantagem é ser este exame mais invasivo, feito com introdução de cateteres na artéria da perna.
  • Exames de sangue diversos, que são realizados dependendo do exame clínico do paciente, para descobrir alguma outra possível causa de AVC em jovem, como ecocardiograma, exames de sangue, pesquisa de doenças reumatológicas, etc.

Qual o tratamento da dissecção da artéria vertebral?

Inicialmente, todo caso suspeito deve ser internado no hospital para observação e vigilância neurológica. Além dos exames diagnósticos acima descritos, o tratamento mais difundido e efetivo, embora não validado em estudos clínicos prospectivos, tem sido o uso de anticoagulação, inicialmente com heparina endovenosa em dose plena, e posteriormente a anticoagulação oral por cerca de seis meses.

Casos mais leves podem ser tratados com aspirina apenas. Até março de 2015, não havia nenhum estudo que mostrasse benefício de um ou outro tipo de tratamento, e há algumas contraindicações à anticoagulação conhecidas. O estudo CADDISS mostrou que a anticoagulação e a antiagregação foram igualmente benéficas, sendo dois tipos de terapias recomendadas, dependendo de caso a caso.

Alguns casos mais raros necessitam de algum tipo de intervenção do tipo endovascular (por cateterismo), sobretudo quando há obstruções graves da circulação, formação dos pseudoaneurismas, e em alguns casos com hemorragia subaracnoidea associada. Estes casos particularmente devem ser manejados por neurologistas com expertise / experiência em Neurologia Vascular, em conjunto com uma equipe de neurorradiologistas intervencionistas familiarizados com esta doença.

O prognóstico dos pacientes com dissecção da artéria vertebral é, em geral, muito bom, desde que haja o reconhecimento precoce do problema e o correto manejo com anticoagulantes e/ou antitrombóticos.

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** Dra. Maramélia Miranda é neurologista com formação pela UNIFESP-EPM, especializada em AVC e Doppler Transcraniano, editora do blog iNeuro.com.br.

68 thoughts on “Dissecção da artéria vertebral”

  1. Bom dia , Dra!
    Gostaria de saber se uma pessoa que apresentou dissecção de artéria vertebral esquerda em setembro de 2014, sem sequelas, e ainda faz uso de Somalgim Cardio 100 mg e Rosuvastatina Cálcica pode fazer uso de sibutramina?

  2. renata – procure um neurologista. melhor. se ele teve tontura persistente, nause,a e vomito sem explicação, subitamente, ou está com fala alterada, procure logo.

  3. Bom dia, Dra!
    gostaria de saber quais os efeitos do diazepan em alguém que está desenvolvendo sintomas de avc de tronco? Meu namorado foi atendido por 3 vezes no PS e ao invés de submete-lo a tomografia, lhe ministraram diazepan, quando ficou muito pior. Esse remédio pode ter mascarado os sintomas do avc?
    Obrigada desde já

  4. Boa Tarde,
    Tive um AVC isquemico causado por dissecção de artéria vertebral esquerda confirmada por arteriografia, fiz vários exames de sangue e não foi constatada nenhuma doença, os médicos falaram que foi espontânea, não fiz exercicíos que pudessem causar a dissecção usei anticoagulante e no momento tomo AASS, posso ter uma nova dissecção? Vou ter que tomar AASS pelo resto da vida? Vivo preocupada com uma nova dissecção.

  5. Dra. A demora da cirurgia pode ter agravado o problema do meu pai? Pois ele ficou esperando 8 dias para ser operado, O avci atingiu 80℅ do cérebro dele, e as sequelas foram graves, o que muitos medicos passaram p gente é que foi um caso inexplicável de ter saido com vida.
    Att. Monnique

  6. Dra me indique algum profissional dessa area que esteja em Belém do Pará.
    estou há cinco meses com zumbido no ouvido, perda auditiva, perda visual, tonteira, desequilíbrio. ja fui otorri,oftamo e nada.

  7. OLÁ BOA TARDE, AGRADECIA UMA INFORMAÇÃO ALGUM TEMPO TENHO TONTURAS, MT DORES DE COLUNA, VERTIGENS,ALTERAÇÃO DE VISÃO, LABIRINTITE,MÃOS DORMENTES .MT DORES DE CABEÇA, E PERNAS A QUEIMAR, SENDO MAIS A DIREITA,
    QUANDO FAÇO MAIS ESFORÇO AO ESTOU MAIS NERVOSA AO FAZER NATAÇÃO O LABIRINTO E A QUEIMAÇÃO NAS PERNAS, FICO PIOR SÓ QUANDO ME DEITO É QUE FICO MELHOR JÁ CONSULTEI UM NEUROLOGISTA MAS APENAS ME DEU UM MEDICAMENTO QUE É VASTAREL LM´ NÃO POSSO A APANHAR CALOR SOLAR NAS PERNAS NEM ESTAR A LAREIRA SINTO UM MAU ESTAR JÁ FIZ EXAMES AUDITIVOS DEU NEGATIVO AGRADEÇO A VOSSA RESPOSTA OBRIGADO

  8. Ola Meu nome e Meire tenho 28 anos tive uma disseccao e perdi a visao direita to fazendo o uso de somalgim nao tenho nuito conhecime to dessa doenca quero saber se e pro resto da vida quais os riscos obrigado

  9. Bom Dia!
    Depois de 15 dias do parto, senti uma forte tontura, desequilíbrio e mtas dores na nuca, qdo fui para o hospital fui diagnosticada com Avc isquemico agudo, fiquei 5 dias na UTI tomando klequisane e depois 3 dias no leito tomando xarelto, n tive sequelas, em casa tomo o xarelto, porém por ser mto caro meu neuro trocou para clopin, fiz vários exames e ainda n descobri a causa do ocorrido, o q acha doutora?

  10. Tive uma dissecção total da artéria vertebral direita, constatada com ressonância magnética e arteriografia. Fiquei doze dias no hospital, tomando heparina na veia. Quando tive alta, comecei a tomar xarelto. Estou completando os primeiros trinta dias de medicação. Não fiquei com seqüelas nos membros, mas quando acordo à noite, sinto as mãos com formigamento, estendendo às vezes para o braço. Movimento rapidamente e passa. Já senti também nos pés. É normal? É resquício da dissecção? Será que sempre terei estes formigamentos?

  11. Foi exatamente isso doutora, foi uma dissecção de vertebral.

    Justamente, o neurocirurgião que fez a minha arteriografia também me disse que apenas a musculação não justifica, que deve existir alguma predisposição da minha parte. Mas, isso é meio relativo. Você entra em uma academia, faz os exames médicos para confirmar que está apto. Eu fiz. Não estou no grupo de risco para avc. Nem tenho histórico familiar. Como saber se a predisposição existe? Não sabe! É meio aleatório e se tu tiveres, corres o risco de descobrir da pior forma. Os médicos falaram que tive sorte e praticamente não tive sequelas. Mas é sabido que é grave.
    Não consigo pensar no tipo de ensaio em que se poderia comprovar a relação entre uma coisa e outra. Mas há evidências! e acho preocupante a mentalidade de alguns profissionais de educação física em querer negar o fato, ao invés de repensar a prática e o acompanhamento dado aos alunos.
    Mas obrigada pelo artigo indicado, farei questão de entregá-lo em mãos.

    A senhora poderia me responder mais uma coisa? Me disseram que a minha artéria vertebral foi praticamente perdida, está passando pouco sangue, mas tenho uma circulação colateral boa. Isso compromete a pressão nas demais artérias da minha cabeça? Será que poderei voltar a fazer exercícios aeróbicos?

    Grata

  12. gabriella, perguntinha dificil.
    dificil te responder primeiro — porque não vi tuas imagens, nao sei onde foi a sua dissecção, e como foi a anatomia desta dissecção.
    segundo — esta historia de “vitaminas” para a artéria, posso te garantir que não temos evidencias de que este tipo de tratamento funcione. a aspirina, sim, tem evidencia.
    se quiser podes me mandar via email mais detalhes. abs e boa sorte.

  13. Olá, tive um dissecção da arterial vertebral bilateral em junho de 2014, provavelmente de forma espontânea. Hoje tomo aspirina e vitamimas para a artéria. Gostaria de voltar a nadar. Dra. Você acha a natação ruim e esperar mais um tempo para fazer exercícios? Obrigada

  14. Boa noite,

    Meu nome é Diogo, tenho 22 anos e estou com minha mãe hospitalizada há 13 dias, em coma profundo, mesmo sem a sedação, devido a um aneurisma, o que ocasionou na dissecção da artéria vertebral, ela só consegue responder a poucos estímulos, apenas os necessários para que os médicos saibam que ela não está em morte encefálica… Todavia, devido ao choque séptico que ela teve dois dias após o ocorrido, o quadro ainda continua o mesmo, ela chegou a receber noraadrelina em doses altas para o organismo dela, já fora 70, agora está em 14, mas os médicos dizem que o quadro ainda é gravíssimo e ela pode vim a falecer em qualquer momento, ela tem apenas 54 anos, e não sei mais o que perguntar aos médicos do ponto de vista neurológico, se ela poderá sobreviver a isso sem sequela? Eles acreditam que mesmo que ela sobreviva, ela terá sequelas importantes, o que você acha, que o paciente nessa gravidade pode voltar a ter uma vida normal depois disso tudo? ou isso é praticamente impossível? Obrigado desde já, a atenção!

  15. Boa noite,
    eu tive uma dissecção da artéria vertebral direita (hipoplásica) no segmento V4 intradural distal, com acentuado afilamento do seu calibre em outubro de 2013. Sentia dores horríveis na nuca e na cabeça, vista embaçada e tonteiras. Durante 15 dias fui 3 vezes ao Pronto Socorro da UNIMED em Goiânia, me aplicaram medicamento para enxaqueca e me mandaram para casa. Resolvi marcar horário com um Neurologista, então fiz Angio-RM dos vasos cerebrais, depois Cateterismo e me medicaram com anticoagulantes Bissulfato de Clopidogrel 75 mg e Somalgin cardio 100 mg por 6 meses. Agora tomo somente o Somalgin cardio 100 mg. Continuo sentindo dores de cabeça quase todos os dias (tomo Tylenol DC), às vezes sinto as vistas embaçadas e a sensação de mareada (tonteira). Já comentei com minha Neurologista e ela diz que as dores são normais e irão diminuir com o tempo. Já tem 10 meses do ocorrido e sinto medo que isto ocorra novamente. Sua matéria me ajudou muito a esclarecer o problema que tive. Obrigada

  16. Boa Tarde Doutora Maramélia, ha menos de um mês apresentei dores na região do pescoço do lado direito, procurei um hospital, após alguns dias e depois de um exame de doppler, me internaram na UTI pois havia um grande trombo, após a AngioRM diagnosticaram a dissecção da artéria vertebral direita. Como já tive dois episódios de trombose (TVC ha 2 anos e membro inferior esquerdo ha 4 meses), mantiveram minha anticoagulação via oral. Saindo do hospital, procurei um vascular como solicitado pelos médicos e o mesmo me disse que não tem como saber o porque de ocorrer essa dissecção.
    Gostaria de saber sua opinião.
    Desde já agradeço sua atenção.

  17. Boa Tarde, tenho 50 anos, há 03 meses tive um AVC isquêmico diagnosticado como dissecção na artéria vertebral direita, meu quadro foi confundido com labirintite e só após 6 dias, depois dos exames, fui corretamente diagnosticado, tive sorte, não tive sequelas e hoje tomo clopidogrel. Chegar com esse quadro em qualquer pronto socorro na grande maioria do país será dificilmente diagnosticado como tal. Parabéns pela matéria a Dra. Maramélia Miranda e colaboradores, os textos são muito bem esclarecedores.

  18. agnaldo, disseram que se tratava de dissecção da artéria vertebral?

  19. minha namorada esta entubada e o caso dela, segundo os medicos, é raro, ela teve a arteria que sai na nuca e irriga o cerebro… e os medicos estao estudando um meio de fazer o serviço, ou seja, desentopimento dessa arteria, ela tem 26 anos eu estou desesperado, nao sei mais o que pensar, o quadro dela, segundo os medicos, é muito ruim, eu gostaria de saber como pode ser feito para liberar essa arteria, uma vez que os medicos disseram que nao podem usar o cateterismo devido ao risco de um rompimento dessa arteria. eles entraram com remedio AAS para afinar o sangue e nao deixar o sangue entupir ainda mais o que deve ser feito nesse caso doutor ????

  20. Mauro, difícil dizer só com este dado. Melhor procurar um neuro. Deverá pedir e
    Um ex, tomo ou ressonância. É prudente não malhar enquanto não resolver isso. Se preferir, vá a um pronto socorro. Conte o que houve.

  21. Fazendo musculação, com bastante carga, provavelmente com a respiração presa, senti uma pressão sanguínea muito forte na região esquerda da nuca, juntamente com uma dor paralisante. Parei o exercício imediatamente e fui pra casa, mas depois de uns 30 minutos a dor passou. No dia seguinte, quando retornei a prática da musculação, a dor voltou com a mesma intensidade. Será que eu lesionei a artéria? Preciso procurar um médico? Qual especialidade? Qual tipo de exame vai constatar essa lesão? Se lesionei mesmo a artéria, quanto tempo ela leva para se recuperar?
    Grato,

  22. daniel, vc não descreveu bem, mas parece que sua sobrinha teve um AVC também, e bem grave, pois aparentemente está confinada à cama (?); chora quando alguém fala com ela (? quadro pseudo=bulbar?); respira sem aparelho (já usou aparelhos para respirar?). o ideal é falar com o neuro que está cuidando dela. verificar, após a coleta da historia, revisão dos exames e do ex. clinico da paciente, qual o prognóstico, com base em tudo o que ocorreu. adianto que, caso não ocorra um novo AVC, sempre a tendencia é o individuo melhorar um pouquinho a cada dia. saber se vai voltar ao normal, apenas com seu relato é impossível. procure o neuro responsavel, e converse sobre estas duvidas.

  23. Boa tarde! Tenho uma sobrinha que tem 26 anos e foi diagnosticada com dissecção das duas Arteroas Caróticas e Artéria Cerebral E Possivel causa de HSA. HD Sindrome de Ehlers Danlos colagenose tipo IV ? com mortalidade de 60 % somente na arteriografia.
    Ela estava trabalhando e desmaiou , e depois disso , tudo mudou.. !? Os medicos do Hospital mandaram ela pra casa, ela respira sem o aparelho , e sempre chora quando alguém fala com ela. Ao meu ver em Estado Vegetativo. Ela nao foi submetida a intervenção cirurgica. Isso foi em 29/10/2013.
    E a cada dia ao ir em sua casa vejo o seu quadro piorar . Sempre a mesma rotina ( Sempre tendo febre acima dos 39 e Devolta pro hospital e no mesmo dia eles a mandam devolta pra casa. O medico disse que no hospital não ha mais nada a ser feito. O sofrimento da familia e constante. Gostaria de saber se há alguma coisa que podemos fazer? Ou se Voces já trataram algum causo semelhante ? Como será o seu quadro clinico daqui em diante? Algum hospital com algum estudo do caso clinico dela. Obrigado.. Estamos orando muito. Que deus a ajude.

  24. fernanda, se a causa dos AVCs foi uma dissecção, em tese, costuma-se deixar com o anticoagulante por cerca de 6 meses, e em raros casos, mais tempo. via de regra, sendo dissecção, apenas de 3 a 6 meses. convem ter certeza que foi este o mecanismo do AVC, que não há outra possível causa, e uma vez que tenha sido isso, costuma-se retirar o marevan e deixar o paciente apenas com AAS.
    mas o mais importante disso seria tentar descobrir porque seu filho teve a dissecção: se ele teve algum trauma na região, mesmo que mais leve, pode ser uma causa; na maioria dos casos, não se identifica o por que do individuo ter tido a dissecção — chamamos de dissecção cervical espontanea – e nestes casos, sempre oriento os pacientes e familias aos pacientes –> evitar atividades ou coisas que predisponham a dissecar “novamente”… por exemplo, massagens no pescoço, manipular com força o pescoço, dormir de mau jeito no sofá, com o pescoço todo torto, evitar beijos e “chupões” de namorados ou namoradas na região cervical (nuca, e principalmente na região lateral anterior do pescoço – onde fica a carótida)… praticar alguns esportes – tipo futebol americano, rugby, hockey, MMA, pois são de alto impacto; fazer aquelas power-yogas com aquelas posições muito tortas…) – coisas desse tipo… Nos meus pacientes com dissecção, costumo orientá-los a evitar esta listinha. 🙂

  25. Olá, meu filho ao 8 anos teve dois avcs há um ano, um isquêmico e um hemorrágico, ficou 7 dias na uti, foram feitos diversos exames mais nada foi detectado, saiu do hospital tomando ass, depois de 3 meses teve um novo avc, menor, ficou 28 dias internado fez todos os exames novamente e por fim um angiografia que mostrou ser uma dissecção do lado direito do pescoço, então a hematologista passou o Marevan 5mg, ela foi testando as doses até que ficasse em 2…Hoje ele tem 10 anos e vive bem, com todos os cuidados e vai passar pelo Neurologista pra avaliar se já pode suspender a medicação, ele só ficou com uma sequela que é um desiquilibrio no braço esquerdo, e alguns dedos que não conseguem se mexer bem, mas não teve nenhuma ocorrência durante esse tempo.

  26. Ola, eu tive dissecçao das arterias cervical a qse 7 anos, tenho 19 anos e hj eu me resto uma sequela na mao direita, meus dedos nao se esticam,sao encurvados, gostaria de entender um pouco mais sobre esta doença, ois voce relatou sobre a vertebral, gostaria de saber a cervical !
    Obrigada deis de já.

  27. fabricio, como vc mesmo pode ler no texto, a sua evolução parece ser das mais benignas, ou seja, vc deverá ficar bem, sem sequelas. quanto ao risco de ter de novo alguma coisa, sabemos que usando o marevan, nesta fase dos primeiros meses, a proteção contra novos eventos de AVC é muito boa, ou seja, este risco é bem baixo.
    tem que colocar em mente uma coisa: a dissecção é um evento, o AVC é outro evento, decorrente da dissecção. o risco de ter outro AVC com marevan é baixo. o risco de ter dissecção outra vez é diferente. uma vez que vc teve dissecção, pode vir a ter novamente… mas sempre orientam-se cuidados para não ter, sobretudo naqueles que já tiveram dissecção um dia::: como evitar traumatismos na região do pescoço, evitar massagens localizadas terapêuticas nestes locais, como shiatsu, do in cervical, etc; evitar atividades físicas com impacto na região do pescoço e cervical – coluna cervical. e se o individuo tiver predisposição a dissecar, tendo conjuntamente outras doenças que podem dar isso (marfan, colagenoses, fibrodisplasia, lupus, etc), fazer exames a cada 12-24 meses, mesmo sem ter sintomas.
    normalmente o uso de warfarina na dissecção das vertebrais ou carótidas é reservado apenas para os primeiros meses após o evento de AVC com dissecção. e depois disso retira-se esta medicação. ou seja, respondendo sua 2.a pergunta, a indicação de warfarina geralmente é por 6 meses, depois disso só aas infantil.

  28. Olá, tenho 36 anos e tive um AVC Isquêmico no dia 11 de agosto de 2013, ocasionado por uma dissecção da artéria vertebral esquerda. Vinha tendo vários sintomas semelhantes a labirintite, consultei vários especialistas e não encontravam a causa. Até que no dia 11/08 acordei com braço e perna direita formigados e face esquerda paralisada. Graças a Deus minha esposa me levou rapidamente e diretamente ao INC de Ctba e o quadro foi revertido em poucas horas e não fiquei com nenhuma sequela. Foram 11 dias internados do diagnóstico até que o RNI estivesse acima de 2%. Não me lembro de nenhum evento traumático recente, porém os exames não demonstraram possibilidade de rompimento espontâneo.
    Levo uma vida normal , porém faço uso constante de Marevan 5 mg e estou muito ansioso para o exame de 3 meses para verificar a recuperação da artéria. Minha dúvida é se há a possibilidade de re-ocorrência mesmo com uso de anticoagulantes ( RNI 2 – 3%) e se caso venha ocorrer a recuperação há a necessidade de uso continuo de medicamentos ?

  29. camila, o correto é procurar algum neurologista clinico na sua cidade. qualquer neurologista pode ver os exames do seu pai e saber te dizer se ele teve ou não dissecção da vertebral. o mais importante é saber que, após 3 anos do ocorrido, se tiver sido dissecção, a fase mais critica e perigosa já passou. certamente o paciente deve manter uso de algum antiagregante (aas, clopidogrel ou outro similar). qualquer outra duvida pode me escrever. maramelia.miranda@unifesp.br. boa sorte, mara

  30. Boa tarde, gostaria de entrar em contato com o medico que tem conhecimento dessa doença. Faz 3 anos estou na luta com meu pai, e não encontramos o diagnostico.
    Nesse artigo pude observar que meu pai se encaixa em todos os sintomas e as causas. Por favor, me ajudem… Quem posso procurar para saber mais a respeito dessa doença. Obrigada

  31. Essa mesma resposta o neuro que me acompanha me disse como moro e estudo em Salvador para pleitear entrar em algum grupo de estudo\pesquisa, teria que passar um tempo prolongado em São Paulo, e hoje tenho meu novo curso universitário como prioridade de vida, tenho bacharelado e mestrado em Economia e atualmente estou estudando o curso de Direito, resolvi reescrever minha estória e fazer esse antigo desejo, tenho a magistratura como objetivo, sou relativamente independente, só algumas limitações pela falta de movimento do braço e mão esquerdo, sou destra, hoje o AVC “me custa”, o uso diário de Solmalgin, 100 mg e um dopller anual para verificar o stent que foi colocado, como ainda são só estudos exploratórios o uso dessa tecnologia na recuperação de hemiparesia, prefiro dar prioridade ao que tenho hoje de concreto, meu estudo e o objetivo de uma nova profissão. Nunca desistiria de uma possibilidade de recuperar a vida independente que tinha, mas hoje minha prioridade é o curso, se tivesse grupo de estudo aqui em Salvador, com certeza tentaria entrar.

    Muito obrigada pela resposta e atenção.

    Atenciosamente,

    Cylene dos Santos Leite

  32. Cylene, o método só está aprovado pela Anvisa para uso em depressão. Para AVC e reabilitação de hemiparesias, apenas em estudos clínicos. Sugiro que procure o HC da USP (setor de neurologia / estimulação magnética transcraniana) para saber se há projetos de estudos clínicos lá em andamento, daí você poderá expor seu problema e ver se pretende participar de algum estudo deles.

  33. no dia 31 dez 2009, tive um avc, por dissecção espontânea de carótida, morava só e fiquei 4 dias desmaiada no banheiro até ser resgatada e receber socorro, como sequela tive paralisia do lado esquerdo, fiquei 11 dias na uti e com fisioterapia consegui recuperar o movimento da perna, braço e mão esquerdos continuam paralisados. Alguém saberia me informar se já existe comprovação para o uso de eletroestimulação magnética transcraniana para tentar recuperar os movimentos ainda paralisados. Tenho dor neuropática – braço e mão, prncipalmente – que trato com baclofeno e nortriptilina.
    muito obrigada pela atenção.

    Cylene dos santos leite
    hoje tenho 49 anos na época do avc tinha 46

  34. Rosangela, estes sintomas são uma espécie de sensibilidade que você certamente terá por muito tempo, pois seu cérebro foi capaz de se recuperar, mas basta estar sujeita a estresse, fome (jejum prolongado), cansaço extremo, ou até mesmo beber alguma bebida alcoólica, que poderá sentir como se os sintomas da peóca mais crítica do AVC voltassem… Não significa que está tendo outro AVC, mas apenas esta sensibilidade diferente, como uma sequela mesmo, do seu AVC. A sensibilidade alterada no corpo pode ser tratada com alguns remedios, mas o melhor é você conversar com seu neurologista, pois são medicações controladas que devem ser dadas sob orientação médica.

  35. Bom dia!!
    Há 03 anos tive um AVC esquemico diagnosticado como dissecção arterial nas carótidas, fiquei 15 dias hospiralizada, precisei fazer fisioterapia pois fiquei com meu lado esquerdo desequilibrado, enfim voltei ter uma vida normal, porém a sequela que que fique foi um encômodo no meu lado direito inde a minha sensibilidade ficou alterada, se fico nervosa a minha mão do meu lado direito fica tremula, meus pés e minhas mão as vezes fica fria, o meu pescoço do lado direito as vezes eu sinto um encomodo, efim tem algum remédio q poderia tomar pra eu não sentir estes sintomas, já faço uso do Samalgim 325g ( anti coagulante) todos os dias após o almoço e tbm deste o ocorrido desencadeou pressão alta e faço uso de medicamento para controlar a preesão.

  36. A dor costuma ser de inicío rápido ou mais lento, não muito intensa, mas persistente e incomodativa, por dias e dias, e geralmente – quando é por dissecção da vertebral, está localizada na lateral direita ou esquerda posterior do pescoço, simulando muitas vezes uma dor de coluna…

  37. Olá. Além dos sintomas descritos, como é a dor? Vem de forma súbita? Ou é uma dor crônica sem saber a causa? Que região do corpo aparece a dor, numa linguagem mais simples, onde aparece a dor?
    Grata.

  38. Jura? Acho que neste texto, abusei de termos técnicos. Vou até simplificar depois… A intenção é ser mais clara com os pacientes e suas famílias… Bjs e obrigada pela sua audiência ilustre!!!!:)))

    EM RESPOSTA A:::
    Mara querida. O texto está excelente. Parabéns.

  39. Maria, seu noivo deve ser um jovem… Sim? Dados de pesquisas mostram que quase 35-40% dos jovens com AVC fazem todos os exames possíveis, e não se acha a causa do AVC. Pode ser o caso do seu noivo… Para saber se foi ou não dissecção da vertebral, teria que saber se o local do AVC foi: primeiro no território vertebrobasilar… Porque se foi na frente (território carotídeo), nada tem haver com vertebral, e exclui-se esta hipótese. Mas, se foi no território carotídeo, uma causa frequente, além de forame oval patente, é a dissecção da artéria carótida… Veja o link sobre este tipo, na mesma seção Para os Pacientes… Abraços, Mara

    EM RESPOSTA A:::
    Meu noivo teve AVC isquemico com transformacao hemorragica em maio de 2011, ele estava dormindo quando ocorreu. Teve sequelas na fala, leitura, escrita e seu lado direito ficou imobilizado por um tempo, mas com auxilio da fisio recuperou os movimentos. A fala, leitura e escrita estao melhorando com auxilio da fono. Fizeram varios exames para descobrir a causa do AVC, os mais completos possiveis e nada foi descoberto. Pergunto se o que aconteceu com ele foi Dissecção da artéria vertebral? Por que isso nao foi levantado…

  40. Sandra, a dissecção da artéria basilar (que é a junção das duas vertebrais) geralmente leva aos sintomas da dissecção das vertebrais, com uma diferença: temos apenas uma basilar! enquanto na dissecção da vertebral — a falha da circulação pode ser compensada pela outra vertebral, a obstrução de uma artéria basilar é algo bastante grave. A síndrome de Locked-in é algo muito temeroso, angustiante e muitas vezes fatal para o paciente e sobretudo suas famílias. Você deve já ter visto ou lido o livro (e filme) — O escafandro e a borboleta, de Jean Dominique Bauby. Fala sobre o autor e sua convivência com esta síndrome. apostaria que o caso do seu marido evoluiu ruim — NÃO por causa da demora no diagnóstivo de 4 dias. Mas por causa do local onde dissecou!!!!! Se puder, veja na mesma seção Para os Pacientes, o link Trombose da artéria basilar… O caso do seu marido, genericamente, comporta-se como esta condição. Infelizmente, muito grave. Espero ter ajudado.

    ****
    EM RESPOSTA A:::
    Boa noite, meu marido teve AVC no tronco encefálico na região da ponte, dissecção na artéria basilar. Ele ficou 4 dias sem diagnóstico, só depois de transferi-lo é que descobriu o AVC. Porém a consequencia disto foi que ele ficou em locked-in, apenas com movimento ocular,9 meses internado e hoje com 2 anos e 4 meses após o evento , é que está iniciando uma recuperação, comendo eventualmente papinha de bebe nas sessões de fonoaudiologia. Está tetraplégico, não fala e ainda não consegue firmar sua cabeça.
    Como voces afirmam que o prognóstico é muito bom se diagnosticado precocemente, gostaria que informassem que o contrário é muito perigoso. O texto descreve bem o que meu marido teve, mas as consequências deste 4 dias quase o levou a morte. E normalmente ocorre em 90% dos casos. Favor acrescentar este dado que é muito importantes. Obrigada e parabéns pela matéria.

  41. Meu noivo teve AVC isquemico com transformacao hemorragica em maio de 2011, ele estava dormindo quando ocorreu. Teve sequelas na fala, leitura, escrita e seu lado direito ficou imobilizado por um tempo, mas com auxilio da fisio recuperou os movimentos. A fala, leitura e escrita estao melhorando com auxilio da fono. Fizeram varios exames para descobrir a causa do AVC, os mais completos possiveis e nada foi descoberto. Pergunto se o que aconteceu com ele foi Dissecção da artéria vertebral? Por que isso nao foi levantado…

  42. Boa noite, meu marido teve AVC no tronco encefálico na região da ponte, dissecção na artéria basilar. Ele ficou 4 dias sem diagnóstico, só depois de transferi-lo é que descobriu o AVC. Porém a consequencia disto foi que ele ficou em locked-in, apenas com movimento ocular,9 meses internado e hoje com 2 anos e 4 meses após o evento , é que está iniciando uma recuperação, comendo eventualmente papinha de bebe nas sessões de fonoaudiologia. Está tetraplégico, não fala e ainda não consegue firmar sua cabeça.
    Como voces afirmam que o prognóstico é muito bom se diagnosticado precocemente, gostaria que informassem que o contrário é muito perigoso. O texto descreve bem o que meu marido teve, mas as consequências deste 4 dias quase o levou a morte. E normalmente ocorre em 90% dos casos. Favor acrescentar este dado que é muito importantes. Obrigada e parabéns pela matéria.

  43. Marli, para responder isso, é preciso saber da imagem da sua dissecção, local, o que vc teve, sintomas, internação, doenças associadas, entre outros detalhes. Convem conversar com seu neurologista, ou se não tiver — procurar algum, neuroclinico.

  44. Tive uma dissecção arterial vertebral,porém gostaria de saber se ainda preciso tomar medicamento?

  45. Boa tarde,
    Gostaria de saber se a disseccao da artéria vertebral tbm pode ocorrer em crianças em fase pré escolar ou até mesmo por uma manobra mal realizada durante o parto?
    Pergunto pq meu filho tem tds os sintomas, desde bebê, mas nenhum dos neurologista q consultamos demonstrou conhecimento na área. Ele tem hj 4 anos e vem sendo tratado como labirintopatia há 6 meses sem sucesso.
    Algum neurologista pediátrico em Sao Paulo q trate deste assunto? Obrigada

  46. Tem que conversar com seu neurologista, ver se o sintoma que ainda sente é sequela do AVC (se vc teve mesmo AVC), e se confirmou-se a dissecção da vertebral. Não creio que a injeção do tramal foi a causa da dissecção. Nunca vi isso. É mais provável que vc tenha tido uma dissecção espontânea, teve dor por causa disso, e daí foi ao hospital, tomou o tramadol (usado para tratar dores), e coincidentemente começou a ter os sintomas após isso. Tem que conversar com o neuro ou a neuro também para ver o que pode ser feito para minimizar ou amenizar os atuais sintomas. O tratamento com varfarina é, em geral, recomendado para as dissecções, salvo algumas situações proibitivas deste remédio (sangramento, aneurismas, etc).

  47. Eu tive um problema desse em março 2013 , depois que tomei uma injeção (TRAMAL),Ai começou todo .não sentia mais meu dedo direito .não tinha forças nos braços nem das pernas isso depois de tres horas de te tomado a injeção.Fiquei no hospital por 23 dias demoraram descobri o que eu tinha,mais estou em recoperação ,tomo varfarina todo dia duranta 6 meses, mais sinto minhas vistas embasadas o eu posso face.obg.

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