Vitamina D na Esclerose Múltipla: A verdade

Por Maramélia Miranda ** (Atualizado em Setembro de 2019)

Muito se fala, em jornais, revistas, Internet, redes sociais, Youtube, sobre o tratamento com vitamina D para a esclerose múltipla.

Após ler matérias, assistir documentários sobre este tema, alguns deles feitos de forma descuidada, interpretando o dito tratamento como “milagroso”, é importante salientar que a reposição de Vitamina D em portadores de EM é importante, devendo ser feita em todos os pacientes, mas a terapia isolada com doses altas de Vitamina D (doses entre 40-100 mil UI por dia) ainda não é um tratamento reconhecido nem aqui no Brasil, nem por nenhuma associação médica ou neurológica no mundo inteiro.

De tempos em tempos, o assunto ganha algum destaque na mídia. Em 2015, uma publicação em revista mensal Superinteressante colocou a Vitamina D como salvadora da pátria em várias doenças, incluindo EM. Nos últimos anos, começaram a ser publicados vários estudos usando doses de 10 a 20.000UI por dia, alguns estudos destes que foram favoráveis ao uso da vitamina D junto com os tratamentos de EM, em doses maiores do que as atualmente recomendadas (por dia) pela Associação Americana de Endocrinologia (1000 UI ao dia).

+++   A eterna discussão do leigo sobre EM e Vitamina D (comentários e perguntas frequentes)

Pois bem, caros pacientes com Esclerose Múltipla e seus familiares… Aqui vão algumas informações deste modesto blog, cuja missão principal é informar e esclarecer, de forma totalmente imparcial e prezando pela VERDADE, sem marketing, sem promoção de ninguém, sem promoção de nenhum médico, de nenhuma clínica, consultório ou de nenhum tratamento ou droga, qualquer que seja esta ou aquela… 

A Verdade sobre tudo isso… 

1 – Existe uma relação entre a vitamina D e a esclerose múltipla. Já há dezenas de trabalhos científicos de qualidade, mostrando esta relação… A distribuição da incidência da doença nas regiões do mundo, com maior número de casos em países menos ensolarados, pesquisas epidemiológicas, séries retrospectivas de casos, etc, etc, etc… E este tipo de fator de risco (ambiental – exposição solar e relação da vitamina D) e a genética envolvida na questão dos portadores da doença, sua imunidade ou possível resistência a vitamina D, é um dos, senão o mais estudado fator de risco, pela comunidade científica que lida e pesquisa a EM. Outros conhecidos fatores de risco relacionados à EM são o Epstein Baar vírus e o tabagismo, por exemplo.

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2 – Entretanto, apesar da evidência desta relação – EM e vitamina D, o tratamento baseado exclusivamente em doses altas de vitamina D para EM é um tipo de tratamento experimental, alternativo, que deve ser feito na forma de pesquisa clínica. Sua eficácia e segurança ainda não foram comprovadas em estudos clínicos, prospectivos (aqueles que são pré-planejados para avaliar qualquer tipo de tratamento) e controlados (que usam outras terapias ou placebo, para comparar o tratamento supostamente benéfico).

3 – Caso você tenha EM, e queira fazer esta linha de tratamento (megadose de vitamina D isolada), precisa saber disso – que não há comprovação científica até este momento (até setembro de 2019, data da última atualização deste post). Alguns estudos usando doses diárias entre 10 e 20.000UI já foram publicados em 2012 e 2015, mostrando benefícios e segurança destes níveis de doses, com seguimento mais curto dos pacientes, e com doses médias diárias de no máximo 17 mil UI por dia. Acima destas doses, não há NENHUM ESTUDO PUBLICADO. Alguns estudos de revisão, as chamadas METANÁLISES, até agora não mostraram um benefício muito claro… Entretanto, se mesmo assim quiser tentar experimentar este tratamento, pode tentar… Caso concorde e tenha ciência de que este tratamento ao qual será submetido seja dentro de uma pesquisa clínica, ou, por sua decisão, como costumamos denominar, caso você queira “chutar o pau da barraca”, “jogar tudo pro alto” e partir para uma terapia alternativa ainda não comprovada cientificamente. Não condeno quem procura. Cada um é dono do próprio corpo e escolhe o que melhor achar pra si. Eu acredito que a vitamina D algum efeito em doenças autoimunes. Muitos estudos e dados in vitro e in vivo estão sendo publicados. NÃO SE SABE QUAIS OS EFEITOS a longo prazo da terapia com doses muito altas de vitamina D. Aliás, há publicações com os EFEITOS RUINS (hipercalcemia, insuficiência renal…). Fazer tal tratamento pode terminar, por exemplo, do mesmo modo que a história do tratamento com stents nas veias do cérebro para a mesma Esclerose Múltipla (lembram desta história?!)??? A história dos stents nas veias cerebrais veio, veio, muita gente embarcou na esperança de cura, de melhora, e infelizmente os casos submetidos à tal terapia de liberação acabaram “morrendo na praia”, depois dos estudos controlados terem mostrado que: 1- a tal insuficiência venosa crônica não tem relação com EM, e 2- passar um stent nas veias dos pacientes não adiantava de nada. Especificamente sobre a Vitamina D na EM, acho que os estudos com Vitamina D e EM serão positivos, mas para se chegar a uma dose efetiva e SEGURA, estes estudos JÁ ESTÃO EM ANDAMENTO deverão ser publicados em breve. 

4 – A Academia Brasileira de Neurologia publicou uma diretriz, um documento chamado consenso, onde orienta como deve ser feito o uso de vitamina D em pessoas com Esclerose Múltipla. O documento está na Internet, ACESSO LIVRE PARA QUEM QUISER LER — AQUI. A agência de regulação de medicamentos canadense também publicou recente documento sobre este tema. Vejam nos links abaixo.

+++ Consenso Brasileiro sobre o uso de Vitamina D em Esclerose Múltipla – 2014

+++ Vitamin D for the Treatment or Prevention of Multiple Sclerosis: A Review of the Clinical Effectiveness

Qual a dose recomendada de vitamina D para pacientes com Esclerose Múltipla?

Enquanto estas pesquisas não respondem à pergunta sobre a segurança das doses hiper-mega-altas de da vitamina D em EM… Todo bom neurologista irá, certamente, pedir a dosagem da vitamina D para o seu caso, e repor esta vitamina em casos de deficiência no organismo, conforme o consenso atual – AQUI. Ou seja, com doses de no máximo 10.000UI ao dia, com monitoração médica, e atingindo um alvo de nível sérico de vitamina D de no máximo 100 ng/ml.

Doses acima de 10.000 UI por dia podem ser feitas, até o máximo de 17.000UI, com a devida monitoração, pois este foi o nível máximo que foi avaliado em estudos prévios. Lembrando que alguns estudos observacionais foram publicados mostrando que, do mesmo modo que níveis baixos são maléficos, do mesmo modo níveis muito altos de vitamina D também tiveram relação com maior índice de morte por infarto e AVC.

Infelizmente, o grupo brasileiro que trata pacientes com EM e outras doenças autoimunes, apesar de ter esta experiência clínica há muitos anos, nunca publicou nenhum dado de sua experiência com este tratamento e com pacientes com EM. Há vários sites na Internet falando que fulano, ciclano tem muitos pacientes, muita experiência com os casos… Mas o que eu pergunto é: Se tem experiência, porque não mostram os casos? Por que não descrevem suas experiências nas revistas médicas?!?!?! Isso é o certo. Se você tem experiência e isso faz bem, você médico tem que publicar, ora! Para comprovar que funciona. Não é publicar em Youtube… Publicar na revista de Neurologia… No congresso de Neurologia. De Esclerose Múltipla. 

Repito: Os médicos que fazem o tal protocolo de vitamina D nunca levaram estes dados à comunidade médica e neurológica, nem em congressos médicos, nem em revistas médicas, até a data de atualização deste post. A única publicação do grupo refere-se ao tratamento com vitamina D em psoríase e doenças dermatológicas. Em Neuro, Esclerose Múltipla, NADA… 

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Por que muitos pacientes com Esclerose Múltipla relatam na internet e redes sociais que estão muito bem com a Vitamina D?

Mesmo sem pesquisas controladas com estas doses tão altas de vitamina D, neuros pesquisadores e expertises em EM acreditam que isso ocorre porque, para cada tipo de EM, existe uma terapia melhor indicada. e A ESCLEROSE MÚLTIPLA TEM DIFERENTES FACES. tEM GENTE QUE TEM A DOENÇA LEVE, E TEM QUEM TENHA MAIS SÉRIA, E MAIS E MAIS GRAVE… Por exemplo, tem gente que toma as tal megadoses e se dá bem, fica ótimo, não surta, fica sem cansaço ou fadiga… Estes são os que devem ter a doença leve. E tem gente que toma, e se dá mal, continua tendo surtos. Continuam aumentando as lesões. Acredita-se atualmente que os pacientes chamados de “pouco surtadores”, ou seja, com doença mais leve, são os “que se dão bem”. São os mesmos que se dão muito bem usando os Interferons, Avonexes e Copaxones da vida, e ficam bem, sem surtos por anos e anos… Existe muita gente neste grupo. E os casos que tem doença mais séria, mais ativa, são aqueles que não respondem, e se dão mal com qualquer tratamento inicial, precisando de drogas mais fortes, na maioria das vezes… Por este motivo, hoje cada vez mais a terapia de EM deve ser individualizada, escolhida para cada caso de forma diferente.

Atualização em 2019…

Atualizando em 2019, saíram vários estudos clínicos… Muitos desfavoráveis, e alguns neutros para a vitamina D. Depois eu resumo, mas já deixo os links pra vocês a seguir.

Intoxicação por dose maior de 50 mil UI por dia em paciente com Esclerose Múltipla. 

Revisão sobre a vitamina D no manejo da EM.

Metanálise sobre Vitamina D em EM. 

Estudo super importante, em ratos, com doses baixas, médias e altas de Vitamina D. Esse estudo saiu há 3 meses, seríssimo, na revista superconceituada Brain… Os alemães só tiveram coragem de deixar níveis de Vitamina D acima de 200 no sangue… Em ratos… E os que usaram dose mais alta, não foram muito bem…

Concluindo…

Eu particularmente acredito que os neurologistas comprometidos com a boa prática médica, e neste grupo me incluo, continuaremos aguardando ansiosos, como fazemos há anos, mais trabalhos e artigos dos colegas neurologistas que usam este tratamento experimental / alternativo. Os dados até agora são bastante conflitantes. Estudos a favor, neutros e contrários. 

Só para vocês terem uma ideia, existem vários estudos clínicos controlados, em andamento atualmente, testando doses maiores de vitamina D em EM – vejam AQUI. No Brasil, centros de referência em EM (UNIFESP, HC e Santa Casa, em SP, além de outras cidades brasileiras), também estão buscando desenvolver pesquisas nesta área, sempre deixando claro aos pacientes que, para entrar numa pesquisa clínica com doses mais altas de vitamina D em EM, a terapia é ainda considerada experimental.

Para fazer um estudo clínico com uma droga considerada experimental, do ponto de vista ético, não se pode cobrar nada dos pacientes que querem se submeter a este tratamento. Somente após estes estudos terminados e apresentados, poderemos prescrever este tipo de tratamento sem fazer “experiências” com os nossos pacientes.

Uma pequena dúvida: Por que será que estes médicos com centenas, milhares de casos, não publicam logo estes resultados, my God!???? Eu já teria feito isso nos primeiros 100 casos tratados… O que será que este grupo está esperando para publicar isso?! Enquanto os brasileiros não publicam, os canadenses e americanos avançaram muito, e serão os verdadeiros e reconhecidos pioneiros da terapia…

+++ A eterna discussão do leigo sobre EM e Vitamina D

+++ Médicos questionam tratamento de esclerose múltipla à base de vitamina D

Por fim, esclareço: não sou contra a vitamina D.

Acredito realmente que ela faz a diferença, mas minha prática médica me exige que eu tenha a certeza que esta terapia é: primeiro, SEGURA PARA SER DADA – devido à possibilidade de intoxicação por vitamina D quando se usam doses muito altas; segundo, sabermos se esta terapia é, em conjunto ou isolada, mesmo EFETIVA para os nossos queridos pacientes. Para isso, precisamos da evidência científica de boa qualidade.

Por enquanto, não podemos testar tratamentos não comprovados nos pacientes com Esclerose Múltipla… 

 

** Dra. Maramélia Miranda é neurologista pela UNIFESP-EPM, editora do blog iNeuro.com.br.

LEIA MAIS

Vários comentários abaixo…

A eterna discussão do leigo sobre Vitamina D e Esclerose Múltipla…

Uso de Vitamina D em Esclerose Múltipla: Consenso da ABN publicado! 

Vitamina D e Esclerose Múltipla: Mais evidências desta interação. Post com novos estudos publicados em 2012.

Esclerose Múltipla – Texto explicando a doença, destinado aos pacientes, familiares e público leigo.

Médicos questionam tratamento de esclerose múltipla à base de vitamina D – Reportagem da revista Veja sobre a controvérsia do tratamento com Vitamina D em EM. Datada de 28/06/2014.

Insuficiência Venosa Cerebral Crônica pode ser a causa da Esclerose Múltipla: Será?!

Casos de intoxicação por Vitamina D AQUI e AQUI.

180 thoughts on “Vitamina D na Esclerose Múltipla: A verdade”

  1. cara gisele – obrigada pelo seu comentário. é bem interessante ver a visão “cega” da “seita” da vitamina D…

    repito: para cada tipo de EM tem os tipos de terapia. se vc usa vitamina D e está bem, parabéns!!!! tem gente que toma e se dá bem, e tem gente que toma e se dá mal. geralmente os pouco surtadores se dão bem. e os que tem doença grave se dão mal. se vc ou algum familiar toma, espero que nunca fiquem ou tenham a doença “ruim”. para isso, graças a Deus, temos as drogas mais fortes. mais a este respeito, vide o texto acima, que atualizei hoje por causa do seu post!!!!!

    quanto à sua perguntinha e acusação generalizada de que médicos se “vendem”, te respondo: vou a vários congressos, todo ano, sempre com MEU DINHEIRO. eu pago minhas passagens, minha inscrição e os hoteis onde fico hospedada. nunca recebi 1 real sequer das empresas de drogas para EM. quando dou palestras e aulas remuneradas sobre minha subespecialidade (AVC), temos geralmente por ética não comentar nem idolatrar tratamento X ou Y, ou se for o caso, informar os dados CIENTIFICOS de tratamento X ou Y.

    por este motivo, por nunca ter recebido NADA de empresas ou cias das drogas de EM, sou tranquila para falar o que eu penso. reitero tudo o que escrevi acima. e não é à toa que vc acabou caindo na minha página e no meu Blog. não foi propaganda do Google, nem anuncio em Facebook. foi relevância do texto, e foi porque isso aí em cima, que vc leu, por acaso, é a VERDADE.

  2. Ora, Maramélia Miranda, vamos deixar de hipocrisia. Onde estão seus escrúpulos quando vai em congressos, que em sua maioria, são financiados por indústrias farmacêuticas? A promiscuidade entre a indústria farmacêutica e a medicina já é conhecida há muito tempo. A necessidade de colocar o lucro sempre vem a frente da saúde. E se, o lucro vem antes de tudo e o poder é quase ilimitado, como no caso da indústria farmacêutica, a ética – inclusive dos médicos – e o bem estar público são vítimas fáceis.
    Todos sabemos que o médico, que prescreve a droga, acaba sendo o alvo preferencial da indústria. Há várias formas de cooptar a opinião científica de médicos. E os alvos mais valiosos são aqueles que se encontram em posição de influenciar decisões que gerem mais vendas – seja por influência diretamente no público, no governo, na mídia ou em outros médicos.
    A indústria pode, por exemplo, financiar estudos “científicos” sobre seus produtos, mascarando ou alterando resultados; médicos recebem dinheiro ( de forma direta, mas velada) das indústrias para promover direta ou indiretamente uma droga; médicos são seduzidos por favores como passagens para congressos, viagens e estadias pagas em hotéis caros, aparelhos de todo tipo, comissões, pagamentos para publicar artigos, dar palestras que mostram como é bom tal remédio…enfim, são muitas as estratégias.
    As pessoas não precisam ser extremamente inteligentes para perceber que as gigantes farmacêuticas não estão interessadas em cura de doenças. O mais vantajoso é a tratar a doença com medicamentos que são paliativos e manter a cronicidade dos pacientes. Assim, diariamente, os médicos prescrevem mais e mais drogas para manter os pacientes estáveis. Mas ninguém dessas indústrias gigantes, parecem interessados em tentar descobrir qual o real efeito da vitamina D, pois é uma solução um pouco barata demais, se comparada as medicações de engenharia genética que eles fabricam, como os imunobiológicos. Dependendo da medicação, temos valores exorbitantes, de R$ 2.000,00, R$5.000,00, R$8.000,00, e daí para mais, por cada dose. Alguns são feitos uma vez ao mês, outros quinzenalmente e outros, ainda, semanalmente.
    Onde estão os seus coitados pacientes do SUS, quando a senhora indica uma droga que, apenas porque não saiu do bolso dele naquele exato momento, não é de graça? Com certeza, custou muito mais caro ao bolso dos contribuintes do que a dita consulta de R$1.000,00. Os tratamentos usados atualmente, para esse tipo de doença, a longo prazo acabam saindo muito mais caro que duas daquelas consultas ao ano. Mas não vamos nos importar com isso, porque, segundo a sua lógica, quem paga é o SUS, não é mesmo?
    Não vamos nos importar enquanto veneno está sendo colocado diariamente na corrente sanguínea desses pacientes, não vamos nos importar que não existe uma cura e também não vamos nos importar com os efeitos colaterais, desde que eles sirvam aos bolsos de quem os prescreve.
    Há quantos congressos a senhora foi nesses últimos anos, doutora?

  3. Acho que posso corrigir algumas de suas informações Maramélia Miranda, para que possamos todos ficar bem informados, a exemplo:

    O consumo diário de vitamina D (IDR) estabelecido pelo instituto de medicina era 600ui~1.000 diário. Como você disse, esse valor hoje é utilizado como padrão por muitos médicos.

    Um IDR é tecnicamente a quantidade de um nutriente que a população deve ingerir para garantir que 97,5% desta mesma população tenha a adequação nutricional.

    Porém, estatísticos observaram que houve um erro neste cálculo, que acarreta implicações sérias na saúde pública. Para atingir os 97,5% da adequação nutricional a recomendação diária é de 8.895 UI

    “..O nível de ingestão superior especificado pelo IOM (Instituto de medicina) como seguro, para adolescentes e adultos, é de 10.000 UI / dia “.

    Fontes:

    1 – http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4210929/

    2 – http://blogs.creighton.edu/heaney/2015/02/13/the-iom-miscalculated-its-rda-for-vitamin-d/

    3 – http://www.medicalbrief.co.za/archives/rda-of-vitamin-d-wrong-by-factor-of-10/

    Deste modo, 10.000ui por dia seria somente uma dose de reposição recomendada a pessoas com saúde normal, não uma dose para tratamento de Esclerose Múltipla.

    Quanto ao tratamento de Esclerose Múltipla, pelo que li, a dose mínima utilizada pelo protocolo do dr. Cícero Coimbra é de 40.000ui sendo que muitos pacientes chegam a tomar valores superiores a 100.000ui por dia de modo a estabilizar a doença.

    Infelizmente ainda é muito comum ver médicos erroneamente defendendo uma dose de reposição de 600ui em consultas e não me canso de corrigi-los toda vez que tenho de ir ao médico.

  4. Dra. Maramélia Miranda, não podia deixar de agradecer-te por esse belo artigo e pela defesa inteligente e respeitosa de sua tese.
    Parabéns pelo seu ótimo trabalho abnegado em atendimento aos portadores de EM!
    Só quem tem um paciente nessa condição em sua família sabe do que estamos falando!
    Tomo a ousadia de te exortar a, apesar de sua dedicação e amor a esses pacientes, nunca se deixar sufocar pelo seu trabalho a ponto de colocar em segundo plano as pessoas que mais te amam: Seus filhos, seu marido, seus pais, seus irmãos… Deus!
    Fica com Deus e não desanima!

    Prezado Sergio Lana,
    Não quero perder você de vista!
    Minha sobrinha foi diagnosticada de EM e começou o tratamento com vitamina D.
    Ela tem 19 anos e está muito confiante de que “o tratamento é a solução para seus problemas e que seu tratamento, apesar de ‘novo’ (experimental) e desacreditado, estabilizará a EM e promoverá uma possível cura!”
    Sou cético com relação a isso tudo, mais acredito na ciência e numa boa pesquisa.
    Tenho pouco tempo para me envolver nisso, mas acho importante aproveitar a experiência dela para ajudá-la ou quiçá ajudar outra pessoa.
    Diga-me, por favor, quais os dados que você precisa para sua pesquisa/acompanhamento.
    Recomendações à família.
    Forte abraço!

  5. Sem conflito de interesses, mas como farmacêutica e estudante de medicina e portadora de EM, eu gostaria de dizer que estou atônita de ver que uma médica sabe tão pouco sobre a vit D.
    Sim, ela recompõe a bainha de mielina, melhora o sistema imunológico, atua no sistema nervoso… e quanto maior a sua dosagem menores são as possibilidades de surtos. Porém, existem outros fatorei que levam um paciente a ter um surto, como por exemplo fatorei emocionais, tabagismo, álcool…
    A vit D tem atuação em um número grande de genes, e por isso estamos perto de descobrir a cura dessa e de outras doenças auto imunes.

  6. Bom dia, quero saber se a vitamina d pode restabelecer a mielina ou se ela só retarda a destruição. Tenho degeneração por falta de b12 e sei que muitos dos sintomas são semelhantes a esclerose e apesar da reposição houve um aumento dos sintomas.

  7. Enquanto esperam publicações sofrem, só uma pergunta: Vcs acham que indústrias farmacêuticas deixariam isso vir a tona?? Uma vitamina barata se sobresair as drogas caras? Sinto muito pelos que não testaram!!!

  8. Tomo um comprimido por dia de vit.D será que fará efeito,tenho EM,continuo tomando ou não não sei qual é a dosagem mais recomendada.

  9. Parabéns pelo blog, Dr. Maramélia!

    Minha esposa foi diagnosticada com EM há 8 anos. Tomou pulso, Copaxone, Avonex. Recentemente o neurologista dela, após comparar 2 ressonâncias informou que ela havia deixado a fase de crises (não lembro do termo correto) e agora estava numa fase de queda lenta mais inexorável. Receitou um imuno-supresssor, azatioprina e pediu um exame de sangue depois de 30 dias de uso.
    Ao ver os resultados do exame, mandou suspender a medicação devido aos efeitos colaterais negativos e informou que não havia mais nada a fazer.
    Os medicamentos descritos acima pasaram por testes duplo-cego, etc, mas só resolveram o lucro das empresas farmacêutica, que como industria ganham MUITO mais do que a indústria automobilística e petrolífera, entre outras,verdadeiros vampiros
    Isto sem falar nas grandes multas que recebem no exterior (mas que não são informadas no Brasil) por apresentar dados falsificados, ou pior, matar pesssoas como foi o caso do VIOX da Merck – e ninguém foi preso.
    Este artigo da BBC (em Inglês) é muito esclarecedor:
    http://www.bbc.com/news/business-28212223

    Quanto à vtamina D em altas doses, sugiro assistir TODO o vídeo neste link –
    https://www.youtube.com/watch?v=hOfO29rL-gI&feature=youtu.be
    Onde diversos pontos são esclarecidos, inclusive o porque da não publicação do protocolo, onde eu sou incapaz de dizer se a razão apresentada é verdadeira.

    Sds,

    Muito animador.
    Euassisti do início ao

  10. Eu sou portadora de EM há mais de 19 anos. Tenho 27 anos.
    Infelizmente, como muitos dos iludidos que acham que conseguirão se ver longe desta terrível doença me consultei com o Dr. Cícero (ao custo de R$800,00), gastei mais R$300,00 de vitaminas para iniciar o “tratamento milagroso”.
    Esperando o fim da minha constante fadiga tomei 50 gotas de vitamina D por dia, não ingeri nenhuma alimento com cálcio e bebi 3 litros de água (também por dia) por quase 6 meses.
    Sabem o que aconteceu?
    Fiquei pior. Tive um surto relativamente forte, continuei cansada e pior, totalmente frustada.
    Na consulta, o médico afirmou que eu conseguiria uma vida melhor, não teria mais surtos e seria uma pessoa normal.
    E o que restou para mim depois desta experiência?
    Menos dinheiro no bolso e a certeza de que a doença não tem cura. Tem remédios que podem melhorar relativamente a nossa condição.
    E para informação:

    O Dr. Dagoberto Callegaro atende no Hospital das Clinicas: TOTALMENTE DE GRAÇA.
    Peguem a fila e serão atendidos. Se quiserem conforto, paguem a consulta. Simples assim.

    Vamos aguardar para ver o que acontecerá daqui a um tempo com as pessoas que tomam esta vitamina D tão boa: Além de EM provavelmente farão hemodiálise tbm…

  11. Cara Ana, obrigada pelo seu comentário. Pelo que entendi, então, uma consulta com o Dr. Cicero não chega a 1.500 reais? Deve então estar em… 1200,00, 1.300,00, 1.400,00????? Hummm… Boa atualização aos leitores daqui.
    Pois é.

    A maioria da população brasileira, os pobres, do SUS, não podem pagar isso. Eu atendo no SUS sim, e atendo em consultório particular.

    E para seu conhecimento, vc até deve saber disso, a maioria destes do SUS não podem nem comprar a vitamina D na farmácia. Nem manipular. Dependem de tudo para o SUS. Portanto, ficam com o que tem na evidência científica, que são as drogas convencionais, que foram estudadas. É o que podemos, nós, pobres mortais neurologistas que não queremos fazer as coisas erradas, é o que podemos fazer…

    O Dr. Cicero, seu médico da vitamina D, e o grupo pequeno de médicos no MUNDO que faz esta terapia em megadoses, são os principais responsáveis por NÃO DISSEMINAR esta EXPERIENCIA CLINICA COM ESTE TRATAMENTO.

    Quando for lá de novo, pagando a consulta que não chega a 1.500,00, que graças a Deus vc pode pagar, cobre dele isso –>>> ARTIGOS, CASE REPORTS, DESCRIÇÃO DE SERIES DE CASOS RETROSPECTIVA. Para este tipo de publicação médica, ele não precisa de verba, de autorização de ANVISA, muito menos de autorização de universidade ou nada disso. BASTA QUERER, SENTAR NA CADEIRA, escrever, e mandar publicar. Se fizer isso — qualquer revista aceita sua publicação.

    Não fizeram ainda porque não querem, ou não tem tempo, ou não tem interesse em DISSEMINAR CONHECIMENTO. Ou porque o dito tratamento está sendo feito, ou tem sido feito… Em condições éticas questionáveis (atendendo pacientes de forma privada, particular, cobrando dinheiro por isso, submetendo os pacientes indiscriminadamente a terapias off-label, que nunca foram testadas em humanos – se quiser saber detalhes destes pontos éticos depois me escreva, ou leia outros comments abaixo).

    Independente da causa de não terem publicado isso AINDA –> eu, Maramelia, discordo totalmente de suas atitudes (atitudes do Prof. Cicero e dos poucos colegas neuros que seguem este tratamento). De não publicarem isso URGENTEMENTE para a comunidade médica neurológica.

    Ponto.
    Parágrafo.
    Na outra linha…

    Enquanto isso, A UNICA COISA QUE POSSO FAZER – DE FORMA TECNICAMENTE CORRETA E PROFISSIONAL – É AGUARDAR os estudos… Por enquanto, as evidências de uso seguro são de dose máxima de 10400 UI por dia de colecalciferol, seguro e benéfico.

    ESTA É A VERDADE. É O QUE TEMOS DE CONCRETO HOJE. SE QUISER ACREDITAR, ACREDITE. SE NÃO QUISER, CONTINUEM SEUS TRATAMENTOS EM MEGADOSES. É um risco, mas a decisão é de cada um. Ninguem sabe o efeito a longo prazo. Infelizmente. E que bom que estás bem, e podes pagar a consulta particular.

    Eu, por aqui, luto para que os pobres um dia tenham a tua chance. E DIVULGO O QUE É A VERDADE.

  12. Gostaria de fazer um outro adendo… às vezes fala-se do que não se sabe. Uma consulta não chega a 1500. O valor mais caro é cobrado pelo dr. Cicero e não chega a isso. Você é médica do SUS. Tem consultório particular? Conhece algum médico que trabalhe de graça? Quanto tempo dura a consulta deles? A minha última durou 2horas e 40 minutos, quando cada exame foi estudado minuciosamente, as dosagens refeitas, as dúvidas, cada uma, sanada, de quebra uma consulta pro meu marido e orientações para minhas filhas. Em uma das consultas que fui, dr. Cícero tinha acabado de voltar de Brasília. Se não me engano, não era a primeira vez. Conversar com alguém, que não me lembro mais, responsável por autorizar os tratamentos no SUS. Misteriosamente essa pessoa perdeu o interesse no protocolo. Poderia ter inserido o tratamento no nível experimental, penso eu. Mas, enfim… As tentativas de levar a terapia ao maior número possível de pacientes que se interessem por ela, independentemente de sua condição financeira, tem sido feita. Um dia será alcançada. Tenho certeza.

  13. São 11 anos de EM. Quatro anos de Vitamina D. Quatro anos sem surtos e sem sintomas. Uma filha antes da vitamina e outra depois. Um milhão de diferenças entre seus partos, seus cuidados, surto pós parto (que não tive na segunda), amamentação… Deixei as muitas licenças, a cama, a fadiga. Enquanto os médicos esperam suas evidências científicas (que já existem aos montes) eu busco a minha Vida. Interessante como o efeito placebo atingiu os laudos das ressonâncias magnéticas, que hoje mostram o sumiço de muitas lesões e a diminuição das que sobraram. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx (editado – nosso site não faz propaganda ou apoia nenhum médico, grupo médico, tratamentos ou companhia farmacêutica).

  14. Sra. Maria — é impostante esclarecer a todos aqui, e temos muitos, milhares e milhares de leitores nesta página… que os surtos agudos de EM costumam vir, dar os sintomas, e depois melhorar.

    Do mesmo modo, as lesões intracranianas, ou nos nervos ópticos, ou na medula, em sua maioria, costumam vir, ficar inflamadas um tempo, e depois desaparecer. A maioria das lesões desaparece, algumas lesões ficam, e quando ficam, normalmente reduzem de tamanho. Com o passar dos anos, se a pessoa tiver muitos surtos, as lesões que ficam ficam confluentes, começam a “se juntar”, formando os chamados “black holes”.

    isso é a evolução normal de lesões desmielinizantes na doença EM forma remitente recorrente, forma mais comum da doença. que deve ser a sua.

    portanto, ter uma quantidade X de lesões cerebrais em um momento, e depois estas lesões reduzirem e, num exame posterior, estas lesões sumirem, não significa que o medicamento que vc está tomando, seja ele vitamina D ou convencional – funcionou… ISSO É A EVOLUÇÃO EM SURTOS DA DOENÇA!!!!!

    os medicamentos para EM servem: 1 – para reduzir o grau de inflamação nos surtos; 2 – para espaçar os surtos (tornando-os mais raros), e 3- reduzir a atrofia cerebral que a doença causa a longo prazo. OBS. esta última fisiopatologia (atrofia cerebral) é uma tese que tem surgido como tópico mais estudado nos últimos anos.

    sugiro a sra. estudar um pouco mais. e reafirmo::: eu, por aqui, presto um bom serviço aos pacientes e familiares de pacientes com EM.

    Informação imparcial, sem proteger ninguém. Não à toa é uma das páginas mais visitadas no país.

    todos devem ter o direito de saber que terapias testadas são terapias testadas, e terapias alternativas são consideradas alternativas. não troque galhos por bugalhos.

  15. Bom dia!
    Concordo plenamente com o João Carlos.
    Sra. Maramelia poderia explicar como após alguns meses tomando vitamina D (protocolo Dr. Cícero), minhas lesões no cérebro sumiram?
    Entendeu bem? SUMIRAM!!!
    Uma lástima ler que para algumas pessoas a vitamina D não funcionou, mas daí esse papinho de falta publicações e blá blá blá, não dá para engolir!
    Só quem tem o diagnóstico de uma doença apresentada como “sem cura” e, depois do tratamento com o protocolo, vê suas ressonâncias e exames NORMAIS entende o que estou dizendo.
    Continue se informando a respeito.

  16. Oi, Dra, tudo bem?
    Algum update sobre os estudos? Tenho EM e estou aqui na espera de novidades 🙂
    Beijos e muito obrigada pelos esclarecimentos,
    Aline

  17. Dr. Maramelia, obrigado pela oportunidade. Colegas, obrigado pelos depoimentos.

    VAMOS FAZER UM ESTUDO CIENTÍFICO? Eu sou voluntário.

    Fui diagnosticado com EM há menos de 2 meses e estou naquela fase de “busca de um caminho seguro”.
    Pude perceber que há uma grande questão em torno dos estudos científicos. Também sou cientista (fora da área médica) e estou disposto a ajudar na realização de testes e publicações.
    Mais alguém se habilita?

  18. emerson, obrigada pelo seu comment, mas quando refiro-me à falta de publicações e relatos de melhoras, refiro-me a estudos clinicos e series de casos.
    relatos de Internet não tem nenhuma validade científica.

    é a mesma coisa da historia super atual da fosfoetanolamina.

    de nada nos adianta — refiro-me a nós profissionais neurologistas – videos do Youtube ou sites, se não há estudos mostrando series de casos e a matemática da coisa…

  19. Boa tarde,
    Me chamo Emerson sou paciente de EM desde meus 14 anos de idade e hoje com 25, fiz tratamento com interferon, copaxone e natalizumabe, infelizmente progressivamente com pioras no uso de interferon e copaxone, já o natalizumabe me deixou bem melhor segurou bem a doença quanto a surtos, porém 4 anos após o uso comecei apresentar quadros de piora, hoje faço tratamento com vit. D (100 mil UI) por dia, obtive melhoras em 5 dias com o uso da mesma, faço acompanhamento médico, com exames fé rotina e graças a Deus cada dia melhor e sem problemas quanto a isso.
    Mas aqui não quero induzir ninguém a fazer tratamento com vitamina D, até porque tenho amigos que fazem tratamento com interferon a mais de 15 anos e estão bem, na minha opinião se a droga existe e faz bem, vai depender de cada organismo responder positivo ou negativamente a tal…
    Agora um dado referente ao contexto acima feito pela Dra. E que me intriga e dizer que não há relatos de melhoras das pessoas, nem publicações de tal tratamento…
    Eu faço uso desde Novembro de 2015 e tenho vídeo dentre centenas deles no site ao qual citarei no final do comentário mostrando as melhoras claras de muitas pessoas com o tratamento, então só fico chateado de ver falar que não existem publicações de melhoras, sendo que há muitas até mais do que 100 como a Dra disse que publicaria se fossem seus pacientes.
    (EDITADO)
    Desde já agradeço o espaço para críticas, sugestões e opiniões sobre.

  20. Sou paciente com EM sendo tratado com altas doses de vit. D. Depois de ter lido vários comentários, não consegui ver alguma observava a uma entrevista em vídeo aonde o Dr. Cícero G. Coimbra fala sobre a dificuldade na aceitação de publicações de artigos sobre os estudos desenvolvido por ele sobre o tratamento com altas desse de vit. D. Segundo o Dr. Cícero, existe uma estranha falta de interesse dos meios de publicações cientificas, em divulgar artigos por ele enviado aos tais citados por ele no vídeo. A ausência de estudos que comprovam a eficácia do tratamento com altas doses de vir. D, segundo o Dr. Cícero, deve- se ao fator de interesse farmacêutico, já que bem sabemos o quão barato é a vit. D. A propósito, a Dr. Maramelia Miranda, comentou sobre valores das consultas com os médicos do protocolo. Pago 600,00 na consulta em 3x. Apos a segunda, o retorno é após um ano e com acompanhamento via tel etc. O neuro que me diagnosticou, cobra 400,00 a vista na consulta. A perspectiva dele foi sincera para meu caso. Dentro da mentalidade convencional dele, no meu caso de EMPP, só fisioterapia e rinotec, outras drogas seriam apenas para ganhos de efeitos colaterais. Então, resumindo, interesse farmacológico é lucro financeiro, não para SAÚDE.

  21. Minha mãe morreu com EM vi ela sofrer demais e como sou filho mais velho hoje com 44 anos , minha esposa fala que deveria ir ao médico falar da minha mãe e ver se tenho possibilidade de ter a doença , mas para falar a verdade tenho medo da resposta do médico , não sinto aparentemente nada em meu corpo , exceto uma pressão alta , ou umas dormencias no braço e pernas , o que devo fazer ….. Preciso de ajuda

  22. A vitamina D pode não ser a cura,mas é melhor que esses medicamentos caros,sem eficácia,e que médicos adoram propagar.
    De minha parte fico só com com a vitamina D…15 mil UI dia…sem dieta,sem surto há 5 anos e jogando futebol. E tem gente esperando “os testes”.My GOD.

  23. Desejo muito Dra, que isso atinja muito breve toda população, não deveria haver barreiras na medicina.
    Não podemos ser escravos dessas vacinas que nos levam a depressão.

    Sou uma mera leitora e como quero minha vida melhor, desejo isso também a todos, de coração.

  24. ELIENY – vc sofre para pagar… e paga.

    tem gente que não tem para pagar… muitos e muitas.

    e sabe porque isso acontece? por que só quem tem grana pode… só quem tem 600 700 reais, mil, 1200, até 1500 reais para pagar em uma unica consulta, pode receber isso, que é tratamento alternativo.

    e por que quem não tem grana não pode ainda????

    porque para os pobres poderem receber isso, tem que haver respaldo na literatura, para medicos do SUS pdoerem fazer.

    e por que eu – que sou neuro do SUS, e milhares de neuros no brasil e no mundo INTEIRO, não podemos prescrever 70 mil, 80 mil de vitamina D por dia para nossos pacientes????

    porque estes mesmos medicos aos quais você gentilmente agradece –> nunca publicaram uma linha sequer — nunca publicaram nada a respeito.

    se o tivessem feito, replicariam tal tratamento NA COMUNIDADE CIENTIFICA, e assim dariam respaldo para nós e todos os neuros que atendemos os pobres, no hospital público, também oferecermos tal terapia para os que não tem a grana que vc tem, para receber tal tratamento.

    para seu conhecimento, e de todos aqui.

  25. Faço tratamento somente com vitamina D e alguns complementos vitaminicos, para EM  há 2 anos e meio e estou ótima. O controle da alimentação e os exames regulares são muito importantes e essenciais. Não é um simples tratamento, é uma salvação de vida. Agradeço a Deus por ter colocado um médico da equipe do Dr Cícero na minha vida, o Dr Sérgio. Sofro para pagar, mas vale cada centavo. Eles estão fazendo um ótimo trabalho e nenhum comentário maldoso irá atrapalhar. Entendo que depende muito de nós mesmos. Ter fé e confiança que tudo ficará bem é o melhor caminho.

  26. Paulo, o nível ideal em adultos normais é acima de 30ng/ml. Há médicos que podem prescrever reposição maior, e querer manter os níveis em valores mais altos. Isso é uma conduta individual de cada médico.
    Não seria errado vc receber, ou repor vitamina D com doses de 2mil, 3 mil, 5 mil UI por dia. Desde que com orientação médica.

  27. Pois bem, posso falar com conhecimento de causa. Assim que recebi o diagnóstico de EM em 2012 iniciei o tratamento com interferons e também com as mega doses de vitamina D. Usei interferon por apenas um ano, porque não suportei os efeitos colaterais, que, vamos deixar claro, possuem diferente intensidade dependendo do organismo da pessoa. Tem que testar pra ver se você tolera e não apenas ler na internet que interferons são horríveis. Mas, enfim, fiquei de 2012 até final de 2015 sem um novo surto. Não tive efeitos colateral nenhum com a vitamina D, que, no início do tratamento, estava abaixo do recomendado, e continuo até hoje com a dieta restrita em cálcio porque meu nível sanguíneo de vit. D, agora, ainda está alto demais. Por que parei com a vitamina, se não tive mais crises? Porque, em 2012, quando recebi o diagnóstico, a história da vitamina D era nova e ainda não haviam artigos científicos e pesquisas que comprovassem seu benefício quanto à EM, daí dei meu voto de confiança e resolvi tentar, mas agora, depois de tanto tempo e de, teoricamente, tantos resultados, não é concebível não haver nenhum teste, nem artigo, sobre esta “cura”. Parei! Sou muito científica pra acreditar em santos com suas promessas.

  28. Embora não tendo estudos controlados e etc, somente pesquisas, não se pode fechar os olhos aos fatos, e os fatos são que não só os portadores de EM como os de outras doenças auto-imunes estão tendo ótimos resultados e controle sobre suas enfermidades. Eu conheço pessoas que fazem o tratamento há mas de 5 anos tomando mais 60.000ui por dia e não sofrem com nenhum efeito colateral, pois tomam os cuidados necessários a esse tipo de tratamento.

  29. Passei por dezenas de reumatologistas que mal fazem anamnese do paciente e já começam a prescrever todos aqueles antiinflamatórios e imunossupressores como se fosse uma decoreba e pouco se importam com a vida do paciente e com a qualidade de vida do paciente. Não se importam se realmente estão resolvendo ou se estão somente “controlando” a doença. Não se importam com os muitos efeitos colaterais que estas prescrições causam, pois afinal foi isso que aprenderam na faculdade e nos congressos e não é necessário raciocinar. Foram instruídos que este é o meio seguro de ” controlar” a doença. E enquanto ninguém desse meio pegar eles pela mão e ensinar outra coisa, mesmo que isso seja muito bom, eles não o farão.
    Mas ainda bem que existem pesquisadores, que existem pesquisas, que existem pessoas com iniciativa.
    Estou fazendo o tratamento com a vitamina D, depois de muito me cansar dos medicamentos convencionais. E o que estes não fizeram por mim em 8 anos, a vitamina D me fez um grande bem em menos de 1 ano. Outra vida, mais feliz, mais produtiva, com mais energia e disposição.
    Minha família é testemunha disso. Chega de incapacidade, de dor, de sofrimento, de dependência de outros para fazer as tarefas do dia-a-dia.
    Obrigada aos pesquisadores, por estudarem, por se comprometerem com a medicina, por me darem outra vida, por continuarem mesmo quando outros falam contra.
    Tenho amigos que também fazem o tratamento e estão melhor. Sou a favor desse tratamento e recomendo a todos.

  30. Bem, não sabemos o que a vitamina D pode causar de mal a longo prazo, assim como também não sabemos quanto tempo de vida teremos. Sei sim o que ela faz de bom a curtíssimo prazo, minha mãe tem 90 anos de idade e faz uso de medicamentos para controlar a pressão por mais de 60 anos… ou melhor, FAZIA. Depois de fazer 3 artroplastias, foi prescrito o uso de Vit. D3 10.000 UI/dia. A saúde dela está tão perfeita que fazem 2,5 anos que deixou de tomar todo e qualquer medicamento, inclusive para controlar a pressão arterial.
    Penso que deveríamos trabalhar mais em prol de dar as condições necessárias para nossas células desempenharem suas funções e consequentemente teríamos mais saúde, ao invés de procurar um jeito de amenizar problemas, já que drogas tradicionais ajudam em uma coisa e estragam outras mais.

  31. Cara Dra. Maramelia,

    Parabéns por abrir esse canal de comunicação e por colocar as coisas com clareza e seriedade.
    Graças a Deus não tenho nenhuma doença autoimune. Tendo em vista a importância já reconhecida da Vitamina D na prevenção dessas doenças e de tantas outras pedi, pela primeira vez, para fazer o exame e deu 31ng/ml. Tenho visto médicos recomendando 40ng/mL como um bom nível para evitar várias doenças, apesar das referências do meu exame dizerem que 31ng/mL está normal.
    Gostaria de ter uma opinião sua sobre isso.

  32. Cara Dra. Maramelia,

    Parabéns por abrir esse canal de comunicação e por colocar as coisas com clareza e seriedade.
    Graças a Deus não tenho nenhuma doença autoimune. Tendo em vista a importância já reconhecida da Vitamina D na prevenção dessas doenças e de tantas outras pedi, pela primeira vez, para fazer o exame e deu 31ng/ml. Tenho visto médicos recomendando 40ng/mL como um bom nível para evitar várias doenças, apesar das referências do meu exame dizerem que 31ng/mL está normal.
    Gostaria de ter uma opinião sua sobre isso.

  33. Tenho uma filha de 11 anos que foi diagnosticada com Neuromielite Óptica (DEVIC) em 2015 mas os primeiros sintomas surgiram em maio de 2014. Em março de 2015 eu a levei para consulta em São Paulo com uma médica que atende pelo protocolo do Dr Cicero, estavamos com grande esperança de cura pelo que as pessoas me falavam, paguei caro a consulta sim mas sempre acreditando na cura, infelizmente mesmo tomando 80 mil unidades por dia, restrição de muitos alimentos e consumo alto de liquidos ela teve um novo surto no final de julho de 2015 e ficou internada por 10 dias fazendo pulsoterapia, como sequela houve a perda da visão do olho direito, ela tem uma lesão bem grande na medula, hoje faz tratamento com Rituximabe a cada 6 meses e 10 mg de corticoide por dia que os médicos pretendem suspender em breve. Hoje ela faz o tratamento convencional mesmo. Tenho esperança que um dia surja a cura para esta doença.

  34. Olha, dados das redes sociais, de grupos fundamentalistas e da mídia sensacionalista (aquela que faz você chorar no final da matéria) são difíceis de acreditar. Sou portador de E.M. e tenho muito interesse em novos tratamentos, mas acho tremenda irresponsabilidade a afirmação de que a cura de tal doença foi encontrada, e ficar rico com isso. Parece que é contra a indústria farmacêutica capitalista selvagem e a favor do próprio bolso. Não sou contra a busca dos pacientes por melhora absolutamente, mas o caráter experimental do tratamento deve ficar bem claro desde o primeiro contato. Observe o cuidado com que o IQSC USP trata do assunto da “pílula que cura o câncer” (como foi veiculado na mídia): “O Instituto de Química de São Carlos lamenta quaisquer inconvenientes causados às pessoas que pretendiam fazer uso da fosfoetanolamina com finalidade medicamentosa. Porém o IQSC não pode se abster do cumprimento da legislação brasileira e de cuidar para que os frutos das pesquisas aqui realizadas cheguem à sociedade na forma de produtos comprovadamente seguros e eficazes.” Algo parecido deveria ficar afixado na porta de quem faz a monoterapia com vitamina D para E.M. Mas não é o que acontece.

  35. Ricardo, não são 1000 pessoas. Pelos relatos informais de redes sociais, e próprias falas dos grupos defensores do tratamento, mais de 2000 casos, com excelentes resultados.

    Não duvido que funcione, deve ter relação e deve haver efeito benéfico, pelas publicações já existente de menor índice de surtos de EM em portadores da doença com maiores níveis. Tudo indica e leva a crer que maiores niveis de D faz bem em EM.

    Mas daí a enfiar 70 mil UI de D3 TODO DIA para os pacientes, sem ter nenhuma preocupação com dados de segurança, efeitos adversos, a longo prazo… é a mesma história da fosfoetanolamina em câncer.

    Obrigada pelo sem comentário.

  36. O que me intriga é que estes médicos usufruem de todo o status científico, sem seguir o que a Ciência determina. Se atendessem em uma cabana no meio do mato, vivendo de doações, teriam maior credibilidade… mas não! Cobram R$ 1.000,00 a consulta e atendem em consultórios recém inaugurados. Ninguém estranha o fato de 1000 pessoas terem sido curadas e nenhuma linha publicada? Não sei como o Conselho de Medicina permite algo assim.

  37. Não é um comentário. Tem uns sete anos que venho sentindo enfraquecimento muscular, principalmente dos músculos quadrícepedes, bícepedes, trícepedes e quadrado lombar. Tenho muita dificuldade de levantar de uma cadeira e de andar. Ficar muito tempo em pé causa dores na região do quadrado lombar. Faço fisioterapia há tres anos, mas não tem ajudado muito. Recentemente comecei a fazer pilates e surgiram dores na coluna na região lombar. Isso pode ser decorrência de uma EM?
    Que exames devo fazer para diagnosticar a origem do problema?
    Observação: Faço controle de pressão e tomo statina para controle do colesterol.
    Obrigado

  38. Comentário de Fernanda (ver link AQUI, na página original):::
    “Eu sou portadora de EM há mais de 19 anos. Tenho 27 anos.
    Infelizmente, como muitos dos iludidos que acham que conseguirão se ver longe desta terrível doença me consultei com o Dr. Cícero (ao custo de R$800,00), gastei mais R$300,00 de vitaminas para iniciar o “tratamento milagroso”.
    Esperando o fim da minha constante fadiga tomei 50 gotas de vitamina D por dia, não ingeri nenhuma alimento com cálcio e bebi 3 litros de água (também por dia) por quase 6 meses.
    Sabem o que aconteceu?
    Fiquei pior. Tive um surto relativamente forte, continuei cansada e pior, totalmente frustada.
    Na consulta, o médico afirmou que eu conseguiria uma vida melhor, não teria mais surtos e seria uma pessoa normal.
    E o que restou para mim depois desta experiência?
    Menos dinheiro no bolso e a certeza de que a doença não tem cura. Tem remédios que podem melhorar relativamente a nossa condição.
    E para informação:

    O Dr. Dagoberto Callegaro atende no Hospital das Clinicas: TOTALMENTE DE GRAÇA.
    Peguem a fila e serão atendidos. Se quiserem conforto, paguem a consulta. Simples assim.

    Vamos aguardar para ver o que acontecerá daqui a um tempo com as pessoas que tomam esta vitamina D tão boa: Além de EM provavelmente farão hemodiálise tbm…”

  39. Eu tenho um amigo que é surfista, hoje com 34 anos, que desenvolveu esclerose múltipla aos 27 anos. Recorreu aos tratamentos tradicionais e chegou a ficar numa cadeira de rodas por um ano, sofrendo muito com os efeitos colaterais dos remédios que são fortíssimos e caríssimos. Por incentivo de sua mãe resolveu iniciar um tratamento alternativo com Vit. D3. A partir de então, ele começou a melhorar e, em 8 meses, ele saiu da cadeira de rodas e voltou a surfar. Eu tive o prazer de conhece-lo quando ele tinha 31 anos e já estava curado. Hoje ele tem 34 anos e continua surfando, apresenta estado de cura e continua lindo e maravilhoso! Permanece fazendo acompanhamento com o médico da Vit. D3. Meu amigo chegou a conversar com o médico com quem ele fazia o tratamento tradicional, depois de apresentar estado de cura com o tratamento da vit. D3 e o antigo médico ficou surpreso, mas pediu p/ o meu amigo voltar p/ o tratamento tradicional porque o alternativo não era reconhecido pela comunidade médica, que estava vendo que o meu amigo havia voltado ao normal, mas que ele não poderia reconhecer, porque a sociedade médica não autorizava ele a reconhecer a cura que estava vendo. Obs.: o médico da Vitamina D3 não é mais convidado para os congressos médicos e está sendo excluído pelos colegas médicos. Quanto menos conseguir publicar algum artigo sobre o tratamento com Vitamina D3. Nota: o tratamento de esclerose múltipla com vitamina D é muito mais barato do que o tratamento tradicional e se todas as pessoas suplementassem vit D3, a fábrica de remédios p/ esclerose múltipla entraria em falência. Este é o meu testemunho a respeito do tratamento de esclerose múltipla com Vitamina D3 e o resto é conversa fiada.

  40. Sem dúvida o médico não deve violentar sua própria consciência, e o paciente, ao mesmo tempo tem direito a procurar a terapia que achar melhor. O que deve ser avaliado é por que não há mais pesquisas padronizadas cientificamente em busca de confirmação ou refutação dessa hipótese de tratamento. Por que demoram tanto a investir nisso mesmo diante de indícios? Quanto à utilização, repito, o médico não pode ceder à pressão enquanto não estiver em paz com a própria consciência para seguir tal método, desde que seja por motivos éticos e não por pressão da indústria.

  41. Acredito que, pelo tempo que os médicos defensores deste tratamento já tem, já deveriam ter publicado algum trabalho científico, estudo de caso ou coisa assim, para benefício da humanidade. A falta de clareza científica leva ao menos a duas deduções: Ou são egoístas e querem ganhar dinheiro e fama sozinhos, ou são mal intencionados.
    Mas por outro lado também ainda não vi nenhum relato de pacientes que não tiveram exito com este tratamento alternativo. Fico no aguardo….

  42. Nunca sonhei, ou melhor “pesadelei” aos 44 anos, andando pela rua tendo como apoio um cabo de vassoura.
    Subestimei minhas forças físicas, ao tentar fazer um pequeno trajeto a pé. Minha investida a aventura de independência, serviu para me mostrar a quanto anda minha dependência. Tambem serviu para constatar que vergonha é uma coisa que um dia eu tive e penso que deve ter desaparecido quando precisei que limpassem minha b….!
    Uma pequena subidinha e opis! A Val não sobe. Preciso mais do que um “cabo de vassoura’. Solução: __Moça, eu tenho um problema de saúde. De equilíbrio na verdade , vc me ajuda segurando minha mão pra eu subir esta rua?
    Além da vergonha, que perdi. Adiquiri uma cara de pau incrivel!
    Chegando ao meu límite físico, muito longe do meu destino. Derrotada! Paro, diante de um senhor que nunca vi na vida e peço;__O senhor me dá uma carona? Eu subestimei minha capacidade física e não vou conseguir chegar ao meu destino? Percebendo, que o tiosinho olhou para o cabo de vassoura, quw segurava, digo a ele: __Fique tranquilo, eu não vou bater no senhor!!
    Um pensamento me passava pela cabeça: __Não deveria ter dado minha bengala!
    E, hoje, leio isso e dou rizada e o pensamento agora é: __Ainda bem que doei a bengala, não vou mais precisar dela!
    Glórias a Deus!!
    ***NEM TODO MÉDICO, SERÁ USADO COMO CANAL DE BENÇÃO,!!
    ***ALGUNS PACIENTES, PRECISAM PASSAR PELO “PROCESSO”, NO TEMPO CERTO, TEMPO DE DEUS, SERÃO CONVENCIDOS!

  43. Você está prestando um desserviço a população. Pode ate ter razão em afirmar que não existe publicação cientifica, mas sabe que temos inúmeros casos de cura e reversão do quadro de EM pela vitamina D3, o que não podemos afirmar dos métodos tradicionais, com publicações cientificas e defendidos por você que nunca curaram ninguém com EM. Sem mais, espero que estude um pouco mais sobre tratamentos alternativos que tratem as causas curando e não apenas remediando os sintomas que é o foco da indústria médica e farmacêutica.

  44. Concordo inteiramente com o que a Glaucia disse em 09.09.2015:

    “Aguardar evidências científicas?? Me poupe!! Daqui uns 50 anos pode ser que tenhas as evidências, depois de muitos terem morrido disto!! Médico bom hoje em dia tem que considerar pesquisas e quadro de melhora clínica dos pacientes”

    Até tento entender seus escrúpulos Dra. Maramélia, tendo em vista os riscos que um profissional pode correr por aplicar terapias não acreditadas e aceitas pela comunidade médica e a ciência em geral. Porém, como paciente, se eu tivesse EM e levando em consideração a péssima qualidade de vida que esta doença traz e os efeitos colaterais das terapias no padrão, eu não pensaria duas vezes em tomar megadosagens de Vit D. São muitos relatos favoráveis para se desconsiderar as evidências. Minha filha toma só 15.000 UI atualmente para depressão e ela já melhorou 80% em apenas quatro meses de terapia e juntamente com ômega 3. Penso que mais cedo ou mais tarde ficará provado que o Dr. Cícero está certo. Mas, gosto do seu modo democrático e aberto de discutir este assunto em seu blog aceitando comentários divergentes, desde que de forma respeitosa. Admiro isso. Muito obrigado

  45. Simm. Concordo na minha visão em grande parte com vc. Mas tb penso que cada pessoa precisa ser tratada individualmente sobre a vitamina D. A dosagem varia de cada pessoa, dos problemas de cada um. Vai uma pessoa tem algum problema já de rins ou outro?
    Somente creio que deva considerar o tratamento mesmo não sendo ainda comprovado pela razão do quadro de melhora de cada um.
    Acho errado a generalização.
    Bom censo em tudo é o melhor.
    Abçs e muito obrigada pela atenção.
    Qualquer novidade gostaria de te pedir para não esquecer de mim. Pois participo de um grupo sobre a vitamina D e seria muito importante para informação de todos.

  46. Glaucia – evidencias são necessárias para sabermos se um tratamento funciona.

    Sem evidencias, centenas de pessoas no mundo todo resolveram procurar médicos na Europa, Leste Europeu e Italia, atrás do tratamento do italiano Zamboni, para Esclerose Multipla, a historinha da insuficiencia venosa cerebral, em ingles, sigla CCSVI.

    Lembra disso? Eu lembro, porque acompanhei atentamente a “onda”… E as pessoas que resolveram ganhar um stent dentro do cérebro – digo – pagar um stent dentro do cérebro… Bagatela média de 50 mil euros por este tratamento… Essas pessoas devem se lembrar bem disso, isso é inesquecivel. Pagar por um tratamento FUTIL, ninguem esquece.

    Pagaram 50 mil euros há uns anos atrás, sem haver nenhuma evidencia cientifica que isso era correto, que funcionava, e uns 2 anos depois, veio a evidencia (minto, as evidencias):::: diversos estudos sérios, controlados, mostraram que isso era uma BALELA.

    Veja AQUI – resumão dos estudos que mostraram não ter nada haver uma coisa com a outra.

    veja aqui – exemplo de depoimento no Youtube, de pessoa que “ficou melhor” após o dito stent – ou “Liberation therapy”.

    Por isso te falo: Médico bom considera pesquisas e a evidência destas pesquisas. Charlatões ficam por aí, vendendo gato por lebre. E depoimentos de melhora clínica de pacientes, sem estudos controlados a respeito, temos de monte, em facebook e youtube e paginas de internet. Apenas devemos ter a imparcialidade de saber o que é efeito placebo, o que é correto, o que é real.

    Ainda estou aguardando as publicações dos devotos de vitamina D em megadoses. Cadê?!?!?!? Alguma novidade publicada?

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